Lisboa acolhe congresso mundial do azeite em julho e Ministro da Agricultura destaca liderança portuguesa
Lisboa vai receber, nos dias 2 e 3 de julho, a segunda edição do Olive Oil World Congress, reforçando assim a sua posição de Portugal como um dos principais produtores e exportadores mundiais de azeite.
O encontro, no Centro Cultural de Belém, vai reunir especialistas, produtores, empresas e representantes institucionais de vários países para debater os principais desafios do setor.
A apresentação oficial do congresso decorreu em Lisboa e marcou o arranque da contagem decrescente para aquele que é considerado um dos mais relevantes fóruns internacionais dedicados ao setor oleícola. Organizado pela Agrifood Comunicación, o evento regressa agora após a primeira edição, realizada em Madrid, em 2024.
Segundo o ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, a escolha de Portugal para acolher esta edição traduz o reconhecimento do percurso feito pelo país no setor, assente em investimento, modernização, inovação tecnológica e aposta na qualidade. Já o presidente da Olivum, Pedro Lopes, sublinhou que Portugal tem hoje uma voz cada vez mais relevante no panorama mundial do azeite.
“O facto de Portugal receber a segunda edição do Olive Oil World Congress é o reconhecimento do percurso que o país tem realizado no setor oleícola. Hoje somos um dos principais produtores e exportadores mundiais de azeite, resultado de anos de investimento, modernização, inovação tecnológica e aposta na qualidade, fatores que colocaram o azeite português entre os mais valorizados nos mercados internacionais”, afirma José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura e Mar, citado no comunicado.
O programa do congresso vai centrar-se em temas como a adaptação às alterações climáticas, a digitalização, a aplicação da inteligência artificial à produção agrícola, a qualidade e autenticidade do azeite e os efeitos da instabilidade geopolítica nos mercados internacionais. A organização destaca ainda o contributo da comunidade científica e das entidades representativas do setor para a discussão destes desafios.
Para o diretor executivo do Conselho Oleícola Internacional, Jaime Lillo, Lisboa vai tornar-se “a capital da comunidade internacional do azeite” durante os dias do evento, num encontro que deverá juntar representantes dos principais países produtores e exportadores.
“Será um encontro extraordinário que reunirá representantes dos principais países produtores de azeite e de azeitonas de mesa, bem como representantes dos produtores, exportadores e importadores, das principais empresas do setor e da comunidade científica”, afirma Jaime Lillo, Diretor Executivo do Conselho Oleícola Internacional (COI).
Segundo o responsável, “esta será uma oportunidade única para dialogar sobre os principais desafios e contribuir para as soluções de que o setor olivícola internacional necessita”.
A dimensão económica da fileira continua a crescer em Portugal. Para a campanha 2025/2026, a produção deverá rondar as 179 mil toneladas, um volume semelhante ao do ano anterior e acima da média das últimas cinco campanhas. Em 2025, Portugal exportou 228.599 toneladas de azeite, gerando mais de mil milhões de euros em receitas externas.
O setor mantém-se, assim, como um ativo estratégico para a agricultura nacional, com impacto na coesão dos territórios rurais, na sustentabilidade ambiental e na competitividade do agroalimentar português. O congresso conta com apoio institucional de entidades como o Conselho Oleícola Internacional, o CIHEAM Zaragoza, a Fundação Dieta Mediterrânica e o Ministério da Agricultura e do Mar.
Para Pedro Lopes, Presidente da Direção da Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, a realização do congresso em Lisboa confirma a crescente projeção internacional do país neste setor. “Portugal é hoje um país com uma voz cada vez mais relevante no panorama mundial do azeite. Crescemos muito nos últimos anos, modernizámos o olival, investimos em tecnologia, inovamos no campo e nos lagares, e produzimos azeites de excelência, reconhecidos nacional e internacionalmente”, sublinha.
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