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GP do Mónaco de F1: estratégias de pneus decisivas na luta pela liderança

GP do Mónaco de F1: estratégias de pneus decisivas na luta pela liderança

Kimi Antonelli vai arrancar da pole position no Grande Prémio do Mónaco, assegurando o pleno de seis qualificações consecutivas para a Mercedes em 2026. Numa pista onde a posição de pista assume um caráter crucial devido à extrema dificuldade de ultrapassagem, o jovem italiano enfrentará a forte oposição de Max Verstappen, que parte ao seu lado na primeira linha focado em capitalizar os arranques menos consistentes que Antonelli tem demonstrado esta temporada.
Logo atrás dos líderes, a Ferrari monopolizou a segunda linha da grelha, com Isack Hadjar num surpreendente quinto posto, à frente de George Russell e de uma discreta quarta linha ocupada pela McLaren. Num circuito caracterizado pela baixíssima degradação do asfalto, a corrida deste domingo projeta-se, em condições normais, para uma paragem única nas boxes, transformando as decisões dos estrategistas no principal fator de agitação do pelotão.

A paragem única e a preferência pelo pneu macioAs simulações da Pirelli apontam para a estratégia macio-médio como a abordagem mais rápida para enfrentar o traçado urbano. O pneu macio (C5) surge como a escolha predileta para o arranque, oferecendo a aderência mecânica ideal para defender ou atacar posições nos metros iniciais antes da primeira curva.

Segundo o fabricante de pneus, a janela ótima para a ida às boxes situa-se entre as voltas 31 e 37. Contudo, a liderança da corrida tenderá a prolongar este turno para evitar regressar ao traçado no meio do tráfego do pelotão intermédio, sendo altamente provável que as paragens sejam decididas de forma oportunista em reação a um undercut ou à entrada do Safety Car.

As opções alternativas na grelhaCom uma alocação homogénea entre os 22 pilotos, a opção de arrancar com o composto duro e efetuar um turno longo surge com probabilidades muito reduzidas devido à consequente perda de performance na partida. Uma alternativa mais realista passa pela sequência macio-duro, que anteciparia a paragem para a janela entre as voltas 29 e 35: “Numa corrida limpa, esperamos claramente uma paragem única com o macio e o médio. A segunda opção, mais lenta por escassos segundos, seria macio-duro, enquanto a opção médio-duro não é a melhor escolha numa corrida normal”, Dario Marrafuschi, Diretor de Motorsport da Pirelli.
O fator imprevisto: o risco de bandeiras vermelhasEmbora a meteorologia aponte para um dia solarengo com apenas 5% de hipóteses de precipitação, o historial de incidentes do fim de semana promete manter as equipas em alerta máximo. A presença de bandeiras vermelhas foi uma constante em todas as sessões de treinos livres e na qualificação, estendendo-se às fórmulas de promoção.Esta volatilidade reforça a preferência pelo pneu macio no arranque, conferindo flexibilidade regulamentar caso ocorra uma interrupção na primeira volta. Numa eventual segunda partida, o pneu médio seria o recomendado pela Pirelli para cumprir a totalidade do percurso, preterindo o pneu duro pela sua maior eficácia de tração nas ruas de Monte Carlo.
FOTO MPSA Agency
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