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CEOs estão mais cautelosos sobre a adoção de IA

CEOs estão mais cautelosos sobre a adoção de IA

As empresas têm investido na adoção de inteligência artificial (IA), contudo 61%dos CEOs consideram que os seus conselhos de administração estão a acelerar esta adoção, o que evidencia um desalinhamento numa fase crítica desta tecnologia.
De acordo com o estudo “Split Decisions: The BCG CEOs and Boards Survey”, da Boston Consulting Group (BCG), há algumas divergências no ritmo de adoção desta tecnologia dentro das empresas.
Enquanto os administradores querem favorecer uma implementação rápida desta tecnologia, os CEOs têm uma abordagem mais cautelosa. O estudo revela que as lacunas de conhecimento sobre esta tecnologia e o fenómeno de ‘receio de ficar para trás’ (FOMO) podem estar a contribuir para estas dinâmicas.
Os dados mostram que apesar de 75% dos administradores considerarem que os seus conhecimentos sobre IA estão ao mesmo nível que os seus pares, os CEOs mostram-se menos convencidos, com 40% a afirmarem que os administradores não têm uma visão suficientemente informada sobre a forma como esta tecnologia está a transformar as estratégias de crescimento.
Para os CEOs é necessário que os administradores compreendam melhor a diferença entre o entusiasmo gerado pela IA e a sua aplicação prática. Um terço dos CEOs considera que sobrestimam as capacidades humanas que a IA pode substituir.
Já os administradores apontam que os CEOs devem comunicar de forma mais clara e consistente a estratégia de IA das organizações.
Segundo o estudo, os líderes executivos estimam que 35% da sua avaliação de desempenho depende do retorno no investimento em IA, comparativamente aos 27% estimados pelos administradores, o que sugere um desfasamento entre as expectativas e a responsabilização formal.
José Koch Ferreira, managing director & partner da BCG Lisboa, afirma que “o ponto mais revelador da nossa investigação é, provavelmente, este: os conselhos de administração sentem-se confiantes em relação à IA, mas os CEOs não confiam na capacidade dos seus conselhos. É essa lacuna de perceção – e não de tecnologia – que irá definir quais as organizações que liderarão a era da IA e quais terão muitas dificuldades pelo caminho”.
Apesar das diferenças de perceção, cerca de 80% de ambos os grupos consideram que os candidatos a membros do conselho de administração devem demonstrar uma compreensão mensurável de como a IA pode transformar o setor de atividade da empresa.

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