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Fundos de “outro planeta”: há quem invista milhões em tecnologia alienígena

Fundos de “outro planeta”: há quem invista milhões em tecnologia alienígena

Produtos como os external traded funds (ETF) estão a tornar-se cada vez mais especializados permitindo ao investidor ter exposição basicamente a tudo e mais alguma coisa, como assinala esta terça-feira a publicação espanhola El Pais. Até mesmo extraterrestres (aliens), tecnologia “não humana”, ou OVNI.
Em causa está o ETF UFO Disclosure, que pretende tirar proveito do investimento em empresas que possam beneficiar com a “divulgação, confirmação ou exploração, por parte do governo, de tecnologias avançadas” relacionadas com a “inteligência não humana”, assinala a publicação espanhola.
Este ETF é gerido pela Tuttle Capital Management. O seu fundador, Matthew Tuttle, em declarações transcritas pelo El Pais, referiu que a inspiração para este ETF foram vídeos que mostram supostas naves espaciais extraterrestres a moverem-se pelo céu de formas anómalas.
Matthew Tuttle referiu que o fundo é baseada na “lacuna secreta” e na crença de que “os elementos do governo têm sempre uma vantagem de 20 a 30 anos na tecnologia”.
O responsável pela Tuttle Capital Management salientou que se “esta tecnologia existir e for divulgada, será uma mudança de paradigma muito maior” do que a internet ou a inteligência artificial (IA). “Não preciso que os alienígenas sejam reais para que a minha tese funcione, mas é muito mais interessante se forem”, reforçou Matthew Tuttle, em declarações transcritas pela publicação espanhola.
Até ao momento, refere o El Pais, o fundo conseguiu arrecadar três milhões de dólares desde que foi lançado em maio.
Mas a publicação espanhola salienta que no mundo dos ETF, para além destas ideias extravagantes, existe também espaço para estratégicas mais invulgares.
Um desses casos são os chamados ETF alavancados. Ou seja, permite exponenciar o ganho, ou perda, de um determinado ativo (seja acção, índice etc…) por três ou cinco vezes, ou até mais. E existem também os ETF inversos, que também podem ter alavancagem. Ou seja se uma acção ou ativo desvalorizar o investidor acaba por ter um resultado positivo. E vice-versa.
O El Pais dá também o exemplo do Nicholas Bitcoin and Treasuries AfterDark ETF. Este produto compra bitcoin quando as bolsas de valores estão fechadas. Logo que a bolsa de Nova Iorque abre o ETF converte todos os ativos que possui em dinheiro. E quando a bolsa nova iorquina fecha volta a ter exposição à bitcoin.

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