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PSI lidera ganhos na Europa e fecha acima dos 9.000 pontos impulsionado por NOS e EDP

PSI lidera ganhos na Europa e fecha acima dos 9.000 pontos impulsionado por NOS e EDP

A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quinta-feira em forte alta, superando os ganhos das principais praças europeias, num dia marcado pelo regresso do otimismo aos mercados apesar da persistente instabilidade geopolítica no Médio Oriente e da subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE).
 
O índice de referência nacional, o PSI, valorizou 1,44%, para 9.024,89 pontos, regressando aos ganhos após três sessões consecutivas de perdas. Dos 16 títulos que compõem o índice, 13 fecharam no verde, dois terminaram em queda e um permaneceu inalterado.
 
Lisboa destacou-se entre as principais bolsas europeias. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,61%, interrompendo uma série de quatro sessões negativas. Já o alemão DAX valorizou 0,72%, o francês CAC 40 somou 0,68%, o espanhol IBEX 35 ganhou 0,77%, o italiano FTSE MIB avançou 0,74% e o britânico FTSE 100 fechou com uma subida mais moderada de 0,35%.
 
O principal motor da sessão em Lisboa foi a NOS, que disparou 5%, para 5,355 euros, registando a maior valorização desde março, depois de o Morgan Stanley ter melhorado a recomendação das ações para “comprar” e elevado o preço-alvo para 6,50 euros.
Também a família EDP deu um contributo decisivo para o desempenho do PSI, beneficiando de uma revisão em alta das perspetivas por parte do Goldman Sachs. A EDP Renováveis subiu 2,69%, para 13,63 euros, enquanto a EDP avançou 2,33%, para 4,482 euros, depois de o banco de investimento ter melhorado as recomendações para ambas as cotadas.
Entre as restantes valorizações de relevo, a Teixeira Duarte ganhou 2,74%, para 0,4315 euros, e a Sonae subiu 2,28%, para 1,972 euros. A retalhista anunciou esta quinta-feira, através da sua unidade de investimento tecnológico Bright Pixel Capital, a participação numa ronda de financiamento de 73,6 milhões de euros da espanhola Theker, especializada em robótica e inteligência artificial.
No setor energético, a Galp acompanhou a recuperação moderada dos preços do petróleo nos mercados internacionais e avançou 1,63%, para 19,67 euros, num contexto em que os Estados Unidos voltaram a endurecer o discurso em relação ao Irão.
Em sentido contrário, apenas a Corticeira Amorim e a Jerónimo Martins encerraram a sessão em terreno negativo, com quedas de 0,90%, para 6,59 euros, e de 0,11%, para 17,68 euros, respetivamente.
Na Europa, o sentimento positivo prevaleceu apesar da decisão do BCE de aumentar as taxas de juro pela primeira vez desde 2023, uma medida amplamente antecipada pelos investidores. Em conferência de imprensa, a presidente da instituição, Christine Lagarde, rejeitou que a decisão tenha sido tomada de forma “preventiva”, defendendo que se tratou de “um sinal necessário” face ao atual enquadramento económico, à incerteza e às perspetivas para a inflação.
Para o MTrader, “foi uma sessão de otimismo a que se viveu nas bolsas europeias, no dia em que o BCE agiu sem surpresa e subiu as taxas de juro pela primeira vez desde 2023, elevando as projeções para a inflação e apontando riscos de abrandamento económico. Pese embora a ameaça de Donald Trump de que atacará o Irão em força esta noite, os preços do petróleo seguem estáveis e ajudaram ao sentimento. O PSI foi o mais animado, impulsionado por ‘upgrades’ que motivaram NOS, EDP e EDPR. À hora de fecho da Europa, Wall Street também seguia no verde, com destaque para o setor espacial, em véspera da chegada da SpaceX à bolsa.”
Nas restantes praças europeias, o sentimento também foi positivo, embora com ganhos mais contidos do que os registados em Lisboa. O FTSE 100 de Londres avançou 0,35%, enquanto o CAC 40 de Paris somou 0,68%. Já o DAX de Frankfurt valorizou 0,72%, o IBEX 35 de Madrid ganhou 0,77% e o FTSE MIB de Milão encerrou a sessão com uma subida de 0,74%.
Quanto ao petróleo Brent, a referência europeia negociou em alta, sustentada pela escalada das tensões no Médio Oriente. No final da sessão europeia, o Brent negociava em torno dos 95 dólares por barril, com uma valorização próxima de 2% face ao dia anterior

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