GP Barcelona F1: dois Aston Martin e Cadillac, um Haas e Williams, eliminados na Q1
Sob o autêntico braseiro a ferver a mais de 50 graus Celsius que se tornou esta tarde a pista do circuito da Catalunha, a Mercedes voltou a colocar um carro na frente, o que menos interessa nesta altura, enquanto nomes consagrados como Fernando Alonso (Aston Martin) e Sergio Pérez (Cadillac) viveram um autêntico pesadelo, sendo eliminados de forma precoce juntamente com Lance Stroll (Aston Martin), Valtteri Bottas (Cadillac), Alexander Albon (Williams) e Esteban Ocon (Haas).
A ação em pista arrancou num ritmo de compasso de espera . Conscientes de que a borracha não resistiria a mais do que uma tentativa extrema, os pilotos arrastaram-se nas voltas de aquecimento antes de Valtteri Bottas inaugurar as hostilidades no cronómetro. Numa abordagem tática ousada, a Haas lançou os seus carros com pneus médios usados apenas para garantir um tempo de segurança, enquanto a Alpine e a Ferrari de Charles Leclerc saíam das boxes para procurar espaço limpo.
O drama intensificou-se com a entrada dos favoritos em pista . Max Verstappen chegou a ascender ao topo, mas foi imediatamente eclipsado por um fulgurante Leclerc e, logo a seguir, pelas flechas de prata . George Russell saltou para a liderança provisória, apenas para ver Lewis Hamilton roubar-lhe o melhor tempo da sessão, injetando uma dose maciça de confiança nas hostes da Mercedes.Na cauda do pelotão, o pânico instalava-se: Verstappen lutava visivelmente contra o equilíbrio do Red Bull, enquanto Sainz falhava a travagem e alargava a trajetória, ficando perigosamente à beira da eliminação, ladeado por um Lance Stroll que saltava violentamente pela gravilha.
Com o asfalto por momentos deserto, as equipas recolheram para montar o derradeiro jogo de pneus novos. À entrada para os minutos finais, formou-se uma fila cerrada no pitlane, onde pilotos como Arvid Lindblad e Gabriel Bortoleto tentavam posicionar-se na frente do pelotão intermédio. Contudo, os onze primeiros classificados abdicaram de regressar à pista, trancados nas respetivas boxes, deixando o asfalto livre para uma batalha de nervos nas posições de eliminação.
Na fase final, Nico Hülkenberg escalou sensacionalmente até ao quinto posto e Liam Lawson garantiu a sobrevivência. Sainz caiu para o 16.º lugar, forçando Kimi Antonelli a uma volta de nervos de aço para se salvar. No limite do tempo, Pierre Gasly viu-se empurrado para a berlinda quando Franco Colapinto rubricou uma volta soberba para entrar no top 10. Albon e Stroll falharam as suas melhorias e, num golpe de teatro final, a bandeira de xadrez confirmou a sentença pesada: Ocon, Albon, Pérez, Bottas e a dupla da Aston Martin, com Alonso à cabeça, estavam irremediavelmente fora da qualificação
FOTO MPSA Agency
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