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Ministra do Ambiente espera que acordo de paz reduza preço na bomba

Ministra do Ambiente espera que acordo de paz reduza preço na bomba

A ministra do Ambiente e da Energia disse hoje esperar que os preços dos combustíveis desçam com o acordo de paz entre os EUA/Israel e o Irão.

“A confirmar-se, será muito boa notícia. Esperamos que baixe o preço dos combustíveis em geral”, segundo Maria da Graça Carvalho.

“Deixa de haver o perigo de alguma falha de fornecimento que era tão receada no nosso país,  ou noutros países, o que podia afetar a nossa economia”, acrescentou esta segunda-feira.

Tudo leva a crer que a partir da semana que vem haverá uma descida. Esperemos que sim”, previu.

Neste cenário, a governante também espera que sejam reduzidos os apoios dados pelo Governo ao consumo de gasóleo em vários setores, libertando o Fundo Ambiental para os seus “principais objetivos” em todos os “processos de descarbonização” de “ajudar nos impactos das alterações climáticas”.

“Estávamos a utilizar com bastante cautela, exatamente porque não tínhamos a perspetiva de quando é que estes apoios necessários ao diesel iam acabar”, acrescentou.

O petróleo e o gás estão hoje a descer mais de 5% perante notícias de que o conflito entre os EUA/Israel e o Irão está perto do fim.
O barril de Brent recua mais de 5% para quase 83 dólares, com o preço do gás a perder quase 6% para 44 euros/MWh.
Os EUA e o Irão dizem ter chegado a um acordo interino para reabrir o estreito de Ormuz.
Os dois países vão reunir-se na Suíça a 19 de junho para assinar formalmente o acordo, o que sinaliza que ainda existem aspetos a ser resolvidos.
Não foi emitido nenhum documento, com os pontos principais a ficarem para a próxima ronda de conversações.
Agora, vão ter 60 dias de negociações sobre o futuro do programa nuclear de Teerão.
“O Grande Acordo vai trazer paz e segurança a toda a região”, escreveu o presidente norte-americano nas redes sociais.
O estreito de Ormuz deverá ser reaberto a 19 de junho, após o acordo ser assinado e a remoção das minas da via marítima.
O estreito era, pré-guerra, responsável por abastecer um quinto de todo o petróleo e gás global.
Neste momento, 600 navios aguardam por passagem no Golfo Pérsico, com várias centenas à espera do lado de fora do Golfo.
“O Irão obrigou o inimigo EUA-Israel a terminar a guerra em todas as frentes”, segundo a televisão estatal iraniana.

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