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Wall Street abre em forte alta após acordo entre EUA e Irão e SpaceX abre a disparar 6%

Wall Street abre em forte alta após acordo entre EUA e Irão e SpaceX abre a disparar 6%

Os principais índices de Nova Iorque arrancaram a sessão de segunda-feira com ganhos expressivos, impulsionados pelo setor tecnológico e pelo anúncio de um cessar-fogo entre EUA e Irão.
O S&P 500 abriu a subir +1,49% para os 7.541,46 pontos; o Nasdaq Composite abriu a valorizar +2,37%, para os 56.501,96 pontos; e o Dow Jonesa avançar +1,22%, para os 51.827,47 pontos. Os três índices já tinham fechado a última sessão da semana passada no verde, beneficiados pela aproximação diplomática e pela estreia da SpaceX em bolsa — o maior IPO da história.
Depois de disparar 19,22% na sexta-feira para 160,95 dólares, atingindo um máximo de 176,52 dólares e 2,10 biliões de capitalização, a empresa de Elon Musk sobe mais de 6% esta segunda-feira. A tecnológica inclui também a subsidiária xAI, dona do antigo Twitter.
Os analistas da MTrader destacam a subida do Nasdaq 100 que lidera grande entusiasmo em Nova Iorque.
“Wall Street arranca em alta expressiva, em reação ao acordo de paz entre os EUA e o Irão, que concordaram em reabrir o Estreito de Ormuz, levando a uma queda dos preços do petróleo. O alívio de custos energéticos retira pressões inflacionistas e, por conseguinte, diminui a probabilidade de subidas de juros mais agressivas por parte da Fed, que se pronuncia esta semana”, referem os analistas do Millennium BCP.
“O índice tecnológico Nasdaq 100 é o mais entusiasmado. No seio empresarial a Wolfspeed dispara após anúncio de novo vice-presidente de relações com investidores, a TripAdvisor é impulsionada pela venda da TheFork à Amex. A Western Digital recebeu um upgrade. Já a Fox tomba depois de ter anunciado a aquisição da Roku”, acrescentam.
Acordo ainda por assinar
Os EUA e Irão anunciaram no domingo um acordo de cessar-fogo que deverá ser assinado na sexta-feira. O entendimento prevê a reabertura do estreito de Ormuz e dá 60 dias às partes para negociarem, com possibilidade de extensão. Ficam de fora, por agora, os temas mais sensíveis: enriquecimento de urânio, programa nuclear iraniano e sanções americanas.
Com a perspetiva de desanuviamento, os preços do petróleo caem mais de 5%.
O apetite pelo risco está de volta, mas a questão é saber se o estreito reabrirá totalmente, defendem os analistas.
 

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