Drones portugueses vão combater fogos florestais no Canadá
O mais recente unicórnio português vai combater os incêndios florestais no Canadá.
A Tekever vai estar na linha da frente a usar os seus drones na deteção e resposta a incêndios florestais em Alberta, uma província com sete vezes o tamanho de Portugal.
Desde 2023 que a portuguesa tem um contrato com a Phoenix Heli-Flight que usa o sistema aéreo não tripulado AR3, com tecnologia de sensores especializados, para apoiar a deteção e monitorização da atividade dos incêndios florestais.
Numa altura em que os incêndios florestais “representam desafios crescentes para comunidades, governos e serviços de emergência, a capacidade de detetar e monitorizar a atividade a partir do ar está a assumir uma importância cada vez maior para a eficácia das operações no terreno”.
“Esta capacidade combina as aeronaves não tripuladas de longa autonomia da Tekever, a integração avançada de cargas úteis e a plataforma de software Nova Maps, permitindo disponibilizar informação operacional crítica de forma atempada através de meios aéreos”, segundo a empresa portuguesa.
Os drones portugueses vão ajudar os operadores a “identificar mais cedo áreas de preocupação, a melhorar a perceção da situação e a apoiar decisões mais fundamentadas em ambientes complexos e em rápida evolução”.
“Este contrato representa um marco importante para a TEKEVER, para a Phoenix Heli-Flight e para a evolução dos sistemas não tripulados no âmbito da gestão de incêndios florestais no Canadá. Assente numa colaboração já comprovada, demonstra como aeronaves autónomas de longa autonomia, tecnologias avançadas de sensores e informação operacional em tempo real podem proporcionar consciência situacional crítica em alguns dos ambientes operacionais mais exigentes e sensíveis ao fator tempo”, disse Paulo Ferro, vice-presidente do Desenvolvimento Estratégico da Tekever.
A plataforma AR3 já é usada em “ambientes marítimos e terrestres altamente exigentes, disponibilizando capacidades flexíveis de informação, vigilância e reconhecimento (ISR) de longa autonomia. A sua capacidade para integrar sensores especializados e operar como parte de uma arquitetura alargada de comando e controlo torna-a particularmente adequada para missões em que a cobertura persistente e a resiliência operacional são fatores críticos”.
Share this content:



Publicar comentário