PSI negoceia no ‘vermelho’, penalizado pelo setor da construção
A bolsa de Lisboa negoceia em terreno negativo a meio da sessão, com uma descida de 0,39% para 9.010,70 pontos.
A Mota-Engil lidera as perdas, com um tombo de 2,35% para 4,736 euros, seguida da Teixeira Duarte, que perde 1,60% para 0,4625 euros. A NOS desce 1,22% para 5,255 euros, a Semapa derrapa 1,08% para 22,90 euros, a Sonae desliza 0,91% para 1,9560 euros e a Jerónimo Martins recua 0,28% para 17,61 euros.
Em contraciclo, o BCP ganha 0,86% para 0,9798 euros e a Galp aumenta 0,24% para 18,48 euros.
As principais praças europeias negoceiam no ‘verde’, com o DAX ganha 0,52% para 25.206,50 pontos, o CAC40 sobe 0,75% para 8.446,75 pontos e o Ibex35 aumenta 0,37% para 19.102,52 pontos.
O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “as bolsas europeias seguem globalmente em alta a meio da manhã desta terça-feira, motivadas pelo recuo dos preços do petróleo, após declarações de Donald Trump de que o estreito de Ormuz será reaberto até sexta-feira. Adicionalmente, o alemão Zew Survey de junho mostrou uma melhoria surpreendente das expetativas dos investidores para os próximos meses, ofuscando a revelação de que as vendas a retalho na China registaram queda homóloga de 0,6% em maio, a primeira descida desde 2022. No Japão, o maior detentor estrangeiro de dívida norte-americana, o BoJ agiu sem surpresa e aumentou a taxa de juro de referência em 25 pontos base, para 1%”.
“A contrariar o ambiente de otimismo está o PSI, onde o BCP e a Galp são os únicos a escapar a correção. No seio empresarial, o Gea Group e a Puma seguem entusiasmados com upgrades. A Telefónica e a Rubis, duas empresas que integravam o separador TOP DIVIDENDOS da sua estação e app de bolsa, seguem a destacar dividendo”, refere.
No mercado do petróleo o texano WTI perde 3,01%, fixando o preço do barril nos 78,32 dólares e o Brent desce 2,63% para 80,98 dólares. O gás natural aumenta 0,89% para 3,175 dólares.
No mercado cambial o euro valoriza 0,17% face ao dólar, fixando-se nos 1,1609 dólares.
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