F1: Red Bull não concorda com avaliação ADUO
Os resultados da avaliação do primeiro período ADUO da Fórmula 1 continuam a dominar as conversas nos bastidores. A FIA comunicou os dados a todos os fabricantes no Mónaco, mas o anúncio público ainda está pendente, uma vez que a Red Bull-Ford Powertrains contestou os resultados iniciais e solicitou verificações adicionais.
De acordo com a avaliação da FIA, a Red Bull encabeça a classificação de potência do motor de combustão interna, o que significa que não recebe qualquer oportunidade de desenvolvimento, ao contrário das fornecedoras adversárias. A Red Bull contestou esta avaliação, não se opondo à metodologia acordada, que consiste em medir apenas a potência do motor de combustão interna, excluindo componentes como a bateria e o MGU-K, mas sim à fiabilidade dos dados concretos utilizados pela FIA para estabelecer a hierarquia. A verificação adicional solicitada consiste essencialmente numa confirmação factual para garantir que todos os sensores e pontos de dados utilizados estão corretos.
O diretor da equipa, Laurent Mekies, sublinhou que os resultados em pista da Red Bull contradizem a avaliação da FIA. A equipa destaca que no Canadá, uma pista com elevada sensibilidade à potência do motor de combustão interna, qualificou-se apenas em sexto lugar; no Mónaco, com baixa sensibilidade, ficou a apenas 0,04 segundos da pole position; e em Barcelona, novamente numa pista com alta sensibilidade do motor, voltou a qualificar em sexto. Mekies alertou ainda para as potenciais consequências estratégicas adversas caso os resultados se mantenham: a Mercedes poderia optar por não utilizar o seu token até à próxima avaliação ADUO, ou aplicá-lo nos componentes elétricos da unidade motriz, mantendo assim a Red Bull no topo da classificação e efetivamente impedindo-a de desenvolver o motor.
“Estamos completamente de acordo com o facto de as regras determinarem que se deve apenas tentar estimar a hierarquia de potência do motor de combustão” disse Mekies. “Estamos completamente de acordo com isso. Todos concordámos com isso e não achamos que seja esse o problema. Certamente gostaríamos de ter uma conversa mais aprofundada, porque não vemos uma única amostra de dados que indique que teríamos vantagem sobre os nossos amigos da Mercedes. Certamente, seria necessário ter uma certeza extrema na forma como se avalia a hierarquia de potência do motor, de modo a ter a confiança necessária para a atribuir à equipa dominante e não à equipa que persegue. Especialmente quando se obtêm variações de desempenho relativo de circuito para circuito que são perfeitamente consistentes com a sensibilidade à potência. Não vemos uma única amostra de dados em que nos estimamos acima da concorrência, quanto mais de forma consistente acima deles.”
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