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Fórmula 1 reduz pegada de carbono em 35% e mantém meta de emissões neutras para 2030

Fórmula 1 reduz pegada de carbono em 35% e mantém meta de emissões neutras para 2030

A Fórmula 1 anunciou uma redução de 35% na sua pegada de carbono global em comparação com os valores de referência de 2018, mantendo o desporto no rumo delineado para atingir as emissões líquidas nulas (Net Zero) até ao ano de 2030.
De acordo com o último relatório oficial, o esforço conjunto da modalidade permitiu eliminar quase 80 000 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2) das operações logísticas, fabris e televisivas desde o início do programa. No cômputo imediato, registou-se uma quebra de 12% nas emissões face ao ano anterior.

Reestruturação logística reduz transporte aéreo até ao fim da décadaA estratégia da categoria rainha do automobilismo passa por uma reformulação profunda na movimentação global de materiais. Até 2030, mais de 50% do equipamento de transmissão e da carga associada da Fórmula 1 deixará de ser transportado por via aérea, transitando para o transporte marítimo e para centros regionais estrategicamente localizados.
O maior decréscimo de emissões fixou-se nas fábricas e instalações das equipas, com uma quebra de 64% face a 2018 (menos 37000 CO2), impulsionada pela transição para energias renováveis. Por sua vez, a área da logística registou uma redução de 29%, enquanto o setor das viagens contraiu 27%.Nas operações dos Grandes Prémios, a eficiência aumentou 17% por corrida, um dado relevante considerando o crescimento do calendário para 24 eventos.
Investimento duplicado em combustíveis sustentáveis e inovação marítimaO progresso apresentado resulta da introdução de soluções de baixo carbono nos três eixos de transporte (terrestre, aéreo e marítimo). Destaca-se a duplicação do investimento em Combustível Sustentável de Aviação (SAF), que mitigou em cerca de 40% as emissões dos voos fretados, e o primeiro investimento em combustível marítimo sustentável.Adicionalmente, todos os eventos europeus foram alimentados por fontes alternativas, como sistemas solares, baterias e biocombustível HVO. “Na Fórmula 1, agimos e mostramos as nossas conquistas através de factos, não apenas de palavras”, afirmou Stefano Domenicali, Presidente e CEO da Formula 1, enaltecendo o esforço coletivo que permitiu reduzir o impacto ambiental em pleno período de expansão global da modalidade.
O impacto da racionalização do calendário a partir de 2026Os próximos passos da organização preveem uma aceleração nas metas de sustentabilidade. A introdução do programa Future Race Operations e as alterações estruturais na calendarização mundial deverão intensificar a quebra de emissões nos anos vindouros.Ellen Jones, Diretora de ESG da Fórmula 1, salientou que a sustentabilidade sustenta todas as decisões do campeonato. A responsável explicou que as ações em curso demonstram a determinação em liderar através da inovação, salvaguardando a integridade da competição: “O programa Future Race Operations trará novas reduções significativas nos próximos anos, a par do impacto total da racionalização do calendário, que entrará em vigor a partir da temporada de 2026. Juntas, estas iniciativas mostram que as operações sustentáveis são possíveis à escala global, sem comprometer o desempenho ou o espetáculo.”
FOTO MPSA Agency
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