Bancos centrais da Suíça e Noruega mantêm taxas de juro
Os bancos centrais da Suíça e da Noruega mantiveram hoje as respetivas taxas de juro de referência, em 0% e 4,25%, respetivamente, com a autoridade monetária suíça a admitir intervenções cambiais.
O Banco Nacional da Suíça decidiu manter a taxa de juro de referência em 0% e referiu que “aumentou a disponibilidade” para intervir no mercado cambial, caso o considere necessário.
O banco central salientou que, dessa forma, poderia contrariar uma valorização rápida e excessiva do franco suíço que colocasse em risco a estabilidade dos preços no país.
“A inflação aumentou nos últimos meses em consequência do encarecimento da energia. No entanto, as pressões inflacionistas a médio prazo permanecem praticamente inalteradas em comparação com a última avaliação da política monetária”, assinalou a instituição monetária em comunicado.
Além disso, o banco concluiu que a atual política monetária é adequada para manter a inflação dentro de um intervalo compatível com a estabilidade dos preços.
Especificou que a inflação na Suíça aumentou desde a última avaliação, passando de 0,1% em fevereiro para 0,6% em maio.
“Este aumento deveu-se principalmente ao aumento dos preços dos produtos petrolíferos. Os restantes bens e serviços contribuíram pouco para o aumento da inflação”, explicou o banco.
Prevê-se que a inflação continue a aumentar ligeiramente nos próximos trimestres, antes de voltar a diminuir na primeira metade de 2027, em parte porque se espera que o impacto do encarecimento da energia atenue com o tempo.
Também o Banco Central da Noruega (Norges Bank) vai manter as taxas de juro de referência estáveis nos 4,25%, embora considere provável um aumento antes do final do ano.
“A inflação está demasiado elevada e o rápido aumento dos custos das empresas nos últimos anos contribuirá para a manter elevada. Novos dados indicam que a pressão inflacionista é ligeiramente superior ao previsto anteriormente”, assinalou num comunicado a governadora da instituição, Ida Wolden Bache.
Bache espera que seja necessária uma política monetária mais restritiva para reduzir a inflação até atingir o objetivo “num horizonte temporal razoável”.
O Norges Bank prevê que a inflação comece a diminuir em 2027 e atinja os 2% em 2029, à medida que a economia arrefece, e conta com que o desemprego registado se situe ligeiramente acima dos níveis anteriores à pandemia de coronavírus.
A incerteza quanto às perspetivas económicas é “notável”, embora, se os mercados energéticos normalizarem rapidamente graças ao acordo entre os EUA e o Irão para reabrir o estreito de Ormuz, a pressão externa sobre os preços possa ser menor do que o esperado.
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