Porto vai ter 331 casas de renda acessível promovidas pela Sonae Sierra e Solive
O Município do Porto, através da empresa municipal Porto Vivo, SRU, deu hoje um passo histórico na política de habitação da cidade ao celebrar um contrato-promessa de arrendamento com a Sonae Sierra e a Solive.
O acordo viabiliza o desenvolvimento do “Cartes Living”, que se assume como o maior projeto de arrendamento acessível atualmente em desenvolvimento em Portugal.
O novo empreendimento ficará localizado na freguesia de Campanhã e disponibilizará 331 habitações distribuídas por dois edifícios, com conclusão e entrega previstas para 2029.
O projeto está integrado no programa municipal Porto com Sentido, o que garante que os valores das rendas estarão protegidos e enquadrados em limites acessíveis.
Tendo em conta os valores em vigor para 2026, os preços mensais vão variar entre 536,76 euros para a tipologia T0 e 971,28 euros para a tipologia T3, estando estes valores sujeitos às atualizações anuais previstas na lei.
O contrato de arrendamento entre os promotores privados e o município terá uma duração inicial de 10 anos, existindo a possibilidade de ser renovado até um máximo de 25 anos.
Até à data, o programa de Arrendamento Acessível da Porto Vivo, SRU, já entregou mais de 400 habitações na Invicta, beneficiando cerca de 1.000 pessoas com uma renda média que se situa nos 478 euros.
Fernando Guedes de Oliveira, CEO da Sonae Sierra, apontou que o projeto reforça a estratégia da empresa na criação de “valor sustentável e de impacto positivo para as comunidades”. Já António Araújo, Administrador da Solive/Tecnibuild, reforçou que o projeto prova ser possível conciliar “investimento privado, qualidade urbana e impacto social positivo”, sem abdicar do conforto e da eficiência energética.
Além da construção dos edifícios, a operação urbanística vai trazer melhorias significativas para a zona envolvente. Estão previstas cedências de terrenos por parte dos promotores que incluem: Cerca de 9.200 metros quadrados destinados a infraestruturas viárias e aproximadamente 6.100 metros quadrados para a criação de áreas verdes.
“Estamos a demonstrar que é possível mobilizar o investimento privado para responder a um dos maiores desafios que a cidade enfrenta”, destacou Pedro Duarte, Presidente da Câmara Municipal do Porto, sublinhando que este modelo Build to Rent permite colocar casas no mercado geridas diretamente pelo Município.
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