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PSD/Congresso: Montenegro anuncia criação de fundo de soberano e reforma da justiça administrativa e fiscal

PSD/Congresso: Montenegro anuncia criação de fundo de soberano e reforma da justiça administrativa e fiscal

O presidente do PSD e primeiro-ministro anunciou hoje a criação de um fundo soberano de Portugal para o Estado poder intervir “em setores estratégicos” e uma reforma da justiça administrativa e fiscal.
Estas foram duas das oito áreas em que Luís Montenegro anunciou que o Governo irá avançar com medidas em breve, no discurso de encerramento perante o 43.º Congresso do PSD em Anadia (Aveiro).
A execução do fundo de catástrofes já anunciado, um novo regime jurídico para o arrendamento ou a criação de um regime de incentivos ao desempenho na função pública foram outros dos anúncios.
Montenegro coloca transformação em oposição a agarrados ao passado e a interesses de momento
O presidente do PSD colocou hoje em oposição a vontade transformadora do seu Governo, defendendo que tem um caminho de modernização, mesmo com incompreensões, com uma oposição agarrada ao passado ou às conveniências de momento.
Este dualismo político foi traçado por Luís Montenegro no discurso com que encerrou o Congresso Nacional do PSD, em Anadia, distrito de Aveiro, durante o qual, perante a chefe da Casa Civil do Presidente da República, Cláudia Ribeiro, também acentuou a sua vontade de manter uma “colaboração estratégica e construtiva” com o chefe de Estado, António José Seguro.
Do ponto de vida político, o primeiro-ministro procurou demarcar-se tanto do PS, como do Chega.
“Escolhemos construir soluções e governar, porque governar significa olhar para além do momento mais mediático. Governar significa pensar nas consequências das decisões, a curto, a médio e a longo prazo”, começou por dizer.
De acordo com Luís Montenegro, “o PSD nunca escolheu o imobilismo, nunca escolheu o cálculo cínico de esperar pelo melhor momento para agir. Escolheu sempre a responsabilidade da transformação – e essa continua a ser a nossa missão”, sustentou.
A seguir, foi mais específico na linha de demarcação política que apresentou.
“Ao longo dos últimos meses, fomos confrontados com uma realidade política que todos conhecem: Sempre que surge uma reforma para responder aos desafios do futuro, logo aparecem forças políticas disponíveis para a travar. Por vezes até obstinadas em fazer com que tudo fique na mesma”, declarou.
Algumas dessas forças políticas, de acordo com o líder do executivo, “continuam presas a modelos que pertencem ao passado e não têm futuro”.
“Outras parecem preferir quase sempre a conveniência do momento à responsabilidade do longo prazo. Nós, no Governo, na AD, fizemos uma escolha diferente”, sustentou.
 

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