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José Athayde Furtado sai do Grupo Banco de Fomento para CEO do BCI

José Athayde Furtado sai do Grupo Banco de Fomento para CEO do BCI

José Athayde Furtado é o novo CEO do BCI em Moçambique, deixando o cargo de  Presidente da Comissão Executiva das Sociedades de Garantia Mútua.
“Aceitei um novo desafio para regressar a Moçambique, como CEO do BCI”, refere o gestor ao Jornal Económico.
Em comunicado o Banco de Fomento anuncia que José Furtado cessa mandato na Sociedade de Garantia Mútua para liderar o Banco Comercial e de Investimentos de Moçambique.  O atual CEO da Sociedade de Garantia Mútua, do Grupo Banco Português de Fomento, será o CEO do Banco moçambicano já a partir da segunda metade de julho.
A estrutura acionista do BCI – Banco Comercial e Investimentos (Moçambique) é maioritariamente controlada pelo grupo português Caixa Geral de Depósitos (CGD), que detém mais de 60% do capital através da Caixa Participações e de forma direta, contando ainda com o banco português BPI com uma participação de 35,67%.
O BCI é atualmente líder de mercado em Moçambique, com uma quota de 30%.
“A decisão foi hoje anunciada aos Colaboradores da SGM e do Banco Português de Fomento, tendo sido realçada a escolha de José Furtado para o cargo”, refere a nota.
Como explica Gonçalo Regalado, CEO do BPF “Esta nomeação deixa-nos, naturalmente, satisfeitos, pois é reveladora dos gestores de enorme valor que temos no nosso Grupo e das suas capacidades técnicas e humanas. A sua saída deixa, naturalmente, um vazio, mas continuaremos a trabalhar para trazer a bordo profissionais de excelência”.
Gonçalo Regalado salienta ainda que “ao longo de praticamente dois anos, o José Furtado foi uma peça fundamental na história recente do Grupo e, sobretudo, na transformação e consequente reorganização da Sociedade de Garantia Mútua, tendo liderado a fusão das quatro sociedades de garantia mútua com grande eficácia e tranquilidade, e conseguido a mobilização dos vários stakeholders, internos e externos”.
Sob a liderança de José Furtado, as, então, quatro Sociedades de Garantia Mútua (Agrogarante, Garval, Lisgarante e Norgarante) fundiram-se, tendo conseguido, juntamente com a Comissão Executiva e as diferentes equipas, relançar a atividade da SGM e multiplicar por 10 a sua produção, tudo isto num contexto de integração no Grupo BPF, aumentando as sinergias com as empresas do Grupo e beneficiando também da nova dinâmica.
“Foi com um orgulho enorme e satisfação que conduzi a Garantia Mútua neste período tão intenso de transformação. Concretizámos a fusão das quatro sociedades com grande eficácia e tranquilidade. Conseguimos a mobilização de todos os stakeholders, tudo isto num ambiente de grande dinamismo que se refletiu também nos resultados”, afirma José Furtado no comunicado, acrescentando que “tudo isto só foi possível graças à liderança do Gonçalo Regalado no Grupo BPF, que nos permitiu chegar a bom porto”.
Com um percurso de mais de três décadas em cargos de administração, supervisão e fiscalização, José Furtado desenvolveu uma carreira sólida em instituições de crédito e sociedades financeiras, grupos empresariais, agências públicas e escolas de gestão. Desempenhou funções em Moçambique como Administrador e Coordenador da Comissão Executiva do Banco Comercial e de Investimentos e, em Portugal, nomeadamente, como Administrador da Caixa Capital (Grupo CGD), da IPE – Investimentos e Participações do Estado e como Presidente do Grupo Águas de Portugal.
Ao longo do seu percurso, representou Portugal em diversas instâncias internacionais, incluindo a OCDE, o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia, o Banco Europeu de Investimento e o Fundo Europeu de Investimento. Integrou ainda os órgãos de direção de associações europeias de private equity e de garantia mútua, tendo liderado a constituição de uma rede internacional de venture capital e coordenado a área de Capital e Finanças do Observatório Europeu das PME.
José Furtado é licenciado em Gestão pelo ISCTE, prosseguiu estudos avançados no MIT (Massachusetts Institute of Technology), na City University de Londres e na Universidade de Lisboa. Manteve uma forte ligação ao meio académico como docente de gestão financeira no ISCTE, onde integrou também o Conselho Diretivo, tendo ainda participado na direção do INDEG Executive Education e cofundado o CEMAF – Centro de Investigação de Mercados e Ativos Financeiros.
 
 

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