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Armindo Monteiro lembra impacto dos custos de contexto na decisão de investir em Portugal

Armindo Monteiro lembra impacto dos custos de contexto na decisão de investir em Portugal

Os elevados custos de contexto em Portugal fazem-se sentir também na habitação, dado o tempo associado aos licenciamentos e a imprevisibilidade e complexidade regulatória, que acrescem à elevada carga fiscal que incide sobre o sector. É, portanto, preciso mais investimento, o que obriga também a compromisso e a cumprir os calendários definidos, sob pena de o país continuar a ver a produtividade a cair e a crise na habitação aprofundar-se.
Quem o defende é Armindo Monteiro, presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, que aproveitou o encerramento da conferência ‘Ano Zero da Habitação’, que se realizou esta terça-feira no auditório da CMS, em Lisboa, em parceira com o JE. O representante dos patrões lembrou as dificuldades criadas pelos elevados custos de contexto na economia nacional, que têm impedido o país de conseguir angariar alguns projetos relevantes de investimento.
O presidente da Confederação considerou que “não fomos competitivos, não apenas nas condições que oferecíamos, mas no tempo que demoramos” em vários aspetos relacionados com estes projetos, o que levou a que o país acabasse preterido nestes projetos.
“Isto são custos violentos”, defendeu, criticando a postura generalizada em Portugal, que se concentra frequentemente em “variáveis sobre as quais não temos qualquer capacidade de influência”.
Pelo contrário, há três outras dimensões relevantes que, aponta, têm impedido o país de atingir um crescimento e produtividade mais relevantes: os impostos, a regulamentação e a transformação do sector, que é ainda frequentemente dominado por processos e métodos “arcaicos”.
Por outro lado, o que o país mais necessita continua a ser investimento – e muitas vezes “confundimos o investimento produtivo, gerador de outros investimentos e proveitos, com despesas correntes”. E, nesta dimensão, “tempo é dinheiro”, pelo que é fulcral uma consciencialização de que “o tempo é uma variável fundamental que tem um custo associado” e que é incorporado nas avaliações dos empresários.
“Temos de nos habituar a fazer um planeamento e a respeitá-lo”, lamenta, acrescentando ainda que “o que os empresários querem é um quadro normativo claro, o mais simples possível”.

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