Azule Energy aprova investimento de mais de cinco mil milhões de dólares no offshore angolano
A Azule Energy e os parceiros Sonangol E&P e Equinor anunciaram que vão investir mais de cinco mil milhões de dólares (cerca de 4,4 mil milhões de euros) no projeto petrolífero Greater PAJ, nos Blocos 31 e 31/21, no “offshore” de Angola.
O projeto — que integra os campos Palas, Ástrea e Juno no Bloco 31, e Urano e Dione no Bloco 31/21 — introduz pela primeira vez em Angola um modelo de codesenvolvimento entre dois blocos com partilha de infraestruturas, segundo um comunicado da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).
A Decisão Final de Investimento (FID) foi anunciada numa cerimónia em Luanda, com a presença do ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, em que foram assinados seis contratos com prestadores de serviços: FPSO com a CIMC Raffles, sistemas submarinos de produção com a Baker Hughes, umbilicais com a OneSubsea, ductos e linhas de fluxo flexíveis com a TechnipFMC, tubos rígidos com a Vallourec, e transporte e instalação com a Saipem.
As reservas totais associadas ao desenvolvimento são estimadas em 252 milhões de barris, sendo aproximadamente de 143 milhões no Bloco 31 e 108 milhões no Bloco 31/21, de acordo com o comunicado.
O projeto prevê 17 poços — dez produtores e sete injetores de água —, ligados a uma nova unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO) com capacidade nominal de 95.000 barris por dia.
O primeiro óleo está previsto para o primeiro semestre de 2029.
O projeto deverá gerar 1,8 milhões de horas de trabalho de conteúdo local e mobilizar mais de 600 postos de trabalho nacionais.
O Bloco 31 é operado pela Azule Energy (26,67%), com participação da Sonangol Exploração & Produção (45%), SSI (15%) e Equinor (13,33%). O Bloco 31/21 é operado pela Azule Energy (50%), tendo como parceira a Equinor (50%).
“Este projeto reflete o valor da colaboração e a capacidade de desbloquear recursos através de soluções de desenvolvimento integradas e eficientes”, afirmou o CEO da Azule Energy, Joseph Murphy, citado no comunicado, sublinhando que o Greater PAJ “contribuirá para sustentar a produção e reforçar a posição de Angola como fornecedor estratégico de energia nos próximos anos”.
O ministro Diamantino Azevedo considerou, por outro lado, que o projeto é “exemplo do potencial de Angola para transformar recursos petrolíferos em desenvolvimento, emprego, conhecimento e prosperidade”.
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