A carregar agora

IA: 85% das empresas quer investir mais mas apenas 7% está preparada para acompanhar evolução

IA: 85% das empresas quer investir mais mas apenas 7% está preparada para acompanhar evolução

O ‘Human Capital Trends 2026‘, estudo anual da Deloitte, concluiu que há uma clara intenção das organizações de aumentar o investimento em inteligência artificial (IA). Contudo, apesar de 85% admitir querer reforçar esse investimento, apenas uma pequena parte (7%) reconhece estar “preparada para a velocidade da mudança”.
Perante a rápida evolução da IA e a necessidade de acompanhá-la, o meio empresarial vê testada a sua capacidade de adaptação ao nível de recursos humanos, estruturas e cultura organizacional. “Neste contexto, as empresas que irão liderar em Portugal serão aquelas que
conseguirem usar a IA para potenciar o talento humano”, refere a consultora no comunicado emitido a propósito do estudo.
Segundo a Deloitte, que defende que os líderes empresariais têm atualmente de se adaptar a um ritmo “vertiginoso”, sete em cada 10 empresários assumem como “principal estratégia competitiva” para os próximos três anos “ser ágil e rápido”, tendo em vista responder a um mercado em mudança, bem como as necessidades do negócio e dos clientes.
“O verdadeiro diferencial competitivo deixa de estar apenas na tecnologia e passa a residir na capacidade de desenvolver o chamado “human advantage”, combinando tecnologia com adaptabilidade, confiança e cultura organizacional. Atualmente,
Dos líderes empresariais inquiridos durante o estudo, que reúne seis principais tendências tecnológicas, económicas e sociais, um terço reportou 15 “mudanças significativas só no ano passado”.
Para Inês Vaz Pereira, partner da Deloitte, está em causa uma “transformação estrutural na forma como o trabalho é pensado e executado”.
“A rápida velocidade a que as mudanças económicas, sociais e, especialmente, tecnológicas acontecem tem exigido às organizações uma capacidade de adaptação fora do comum, em muitos casos até para além do possível. É, por isso, essencial repensar a forma como se equilibra o elemento humano com o potencial das máquinas”, explicou, citada em comunicado.
E acrescentou: “Neste contexto, o futuro das organizações não está apenas alavancado na qualidade e quantidade de tecnologia disponível, mas sim na capacidade de a combinar com as potencialidades da força de trabalho. A agilidade de adaptação humana, algo que a IA não consegue replicar, poderá ser o elemento diferenciador para a competitividade das organizações no mercado”.
A Deloitte conseguiu apurar, também, que a transformação tecnológica está a “colocar uma pressão sem precedentes sobre a cultura
organizacional”. “O estudo mostra que muitas empresas ainda não estão a avaliar devidamente o impacto da IA nas dinâmicas humanas, como confiança, colaboração ou sentido de pertença”.
Em percentagem, 65% das organizações entendem que a sua cultura precisa de mudar significativamente por causa da IA.

Share this content:

Publicar comentário