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Venezuela/Sismo: Líderes latino-americanos oferecem ajuda à Venezuela

Venezuela/Sismo: Líderes latino-americanos oferecem ajuda à Venezuela

Líderes de vários países da América Latina anunciaram hoje disponibilidade para enviar ajuda humanitária para a Venezuela, após os dois sismos que atingiram na quarta-feira o país e fizeram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.
A Presidente do México, Claudia Sheinbaum, manifestou a sua “solidariedade com o povo da Venezuela” e confirmou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros já está em contacto com Caracas.
“Já instruí a preparação da ajuda necessária. Para já, solicitaram apoio junto de equipas de socorro e médicas especializadas”, afirmou Sheinbaum, antes de sublinhar que “o México está sempre e estará sempre solidário”.
O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou a sua “profunda preocupação e consternação” com os sismos e revelou que ordenou uma “avaliação” da situação e “das medidas de assistência que o Brasil pode adotar”.
“Reafirmo a nossa determinação em apoiar o Governo da Presidente Delcy Rodríguez na recuperação das áreas afetadas desta nação irmã, cujo povo demonstrou grande resiliência perante a adversidade”, enfatizou Lula da Silva.
Da mesma forma, o Presidente equatoriano, Daniel Noboa, transmitiu a sua “solidariedade” ao “povo irmão da Venezuela” e confirmou que providenciou “o envio imediato de ajuda humanitária para fazer face a esta emergência”.
“O Equador responderá com a rapidez e o empenho que este momento exige porque, apesar das enormes diferenças, a humanidade deve sempre orientar as ações de um líder”, destacou Noboa nas redes sociais.
A Presidência da Argentina expressou a sua “mais profunda solidariedade para com o povo venezuelano” após os sismos.
“A Argentina está a acompanhar de perto a evolução da situação e manifesta a sua disponibilidade para colaborar com qualquer assistência humanitária que seja necessária, em coordenação com as organizações internacionais competentes”, referiu o Governo argentino.
“Independentemente de quaisquer diferenças que possam existir entre os nossos governos, o Presidente Javier Milei estende a sua mão de solidariedade ao povo venezuelano perante um desastre natural que exige uma resposta de toda a comunidade internacional”, afirmou num comunicado assinado pelo próprio Presidente argentino.
Por sua vez, o Presidente de El Salvador, Nayib Bukele, indicou que as autoridades ofereceram ajuda à Venezuela e sublinhou que “300 socorristas e paramédicos, juntamente com 50 toneladas de equipamento, medicamentos e mantimentos essenciais, estão prontos para partir para Caracas”.
O Presidente do Chile, José Antonio Kast, também se juntou ao grupo, manifestando o seu apoio e demonstrando a sua solidariedade para com o povo venezuelano.
“Estamos à disposição do vosso governo para coordenar a entrega de ajuda humanitária e colaborar com as equipas de resgate para lidar com a emergência do sismo. O Chile e a Venezuela estão unidos no enfrentamento desta tragédia”, enfatizou Kast.
Da mesma forma, o Presidente da República Dominicana, Luis Abinader, confirmou ter conversado com a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para expressar a sua “mais profunda solidariedade face à tragédia provocada pelo devastador terramoto”.
“(…) Equipas especializadas de busca, salvamento e resposta a emergências das nossas Forças Armadas partirão para a Venezuela para apoiar os esforços que estão a ser realizados pelas autoridades venezuelanas”, disse. “Os nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas, os feridos e todo o povo venezuelano nestes momentos difíceis”, acrescentou Abinader.
Já o Presidente do Panamá, José Raúl Mulino, transmitiu a sua “maior solidariedade e apoio” à Venezuela “pelo terramoto e pelas suas consequências”.
“O Panamá, mais uma vez, oferece a sua ajuda humanitária às nossas nações irmãs”, afirmou numa breve mensagem nas redes sociais.
A Presidente da Costa Rica, Laura Fernández, realçou que o país centro-americano “abraça o povo venezuelano de todo o coração nestas horas de luto após os sismos que abalaram o país”.
“A nossa solidariedade está com todas as famílias afetadas e com aqueles que estão hoje a trabalhar para salvar vidas e reconstruir a esperança. Não estão sozinhos”, concluiu Fernández.
A presidente interina anunciou que 32 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas na sequência dos dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, que atingiram o norte do país na quarta-feira.
Delcy Rodríguez alertou que estes números não incluem o total de vítimas no estado de La Guaira, que descreveu como uma “zona de desastre” com “dezenas de edifícios desabados”.

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