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Canal do Panamá avança com investimentos para reduzir exposição aos EUA e China

Canal do Panamá avança com investimentos para reduzir exposição aos EUA e China

Um plano estratégico para o período de 2025 a 2035, impulsionado pela nova administração do Canal, procura consolidar o Panamá como um dos principais polos logísticos do mundo, independentemente das mudanças geopolíticas que afetam o comércio internacional. O canal chama a si o princípio da neutralidade consagrado nos tratados internacionais.
O objetivo é diminuir a exposição às tensões entre os EUA e a China. Visando atingir este desiderato, o Panamá tem em preparação mega investimentos de 7,4 mil milhões de euros para diversificar receitas.
O plano inclui novos portos, um gasoduto transístmico e projetos para garantir o abastecimento de água nas próximas décadas, revelou o vice-presidente com a tutela de Operações da gestora do canal, Boris Moreno, citado pela imprensa latino-americana.

Para garantir a competitividade da infraestrutura e a estabilidade das receitas, o canal passará assim a oferecer uma gama mais vasta de serviços de transporte de carga.

O canal do Panamá liga os oceanos Atlântico e Pacífico, encurtando as ligações entre a Europa e a América e reduzindo o tempo e os custos nas rotas internacionais. Pelo canal transitam cerca de  3% do comércio marítimo global.

As tensões no Oriente Médio e a reorganização das rotas energéticas internacionais levaram a um aumento temporário na sua atividade.

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