Governo da Madeira apela aos empresários que ajudem Venezuela
O Governo da Madeira (PSD/CDS-PP) apelou hoje às empresas da região para que apoiem a recuperação e a reconstrução da Venezuela, na sequência dos dois fortes sismos que atingiram o país na quarta-feira.
Em comunicado, o secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues (CDS-PP), defende que “é obrigação do tecido empresarial da região apoiar, no que lhe for possível, as famílias e empresas que perderam tudo com a catástrofe provocada por estes sismos”.
“Temos uma dívida de gratidão impagável para com a Venezuela, pela forma como acolheu milhares de madeirenses ao longo de décadas, num período difícil do nosso arquipélago, e pela forma como muitos desses emigrantes apoiaram com as suas remessas de dinheiro a Madeira e Portugal, a seguir ao 25 de Abril, quando não tínhamos divisas para comprar cereais e outros produtos essenciais”, sustenta o governante.
José Manuel Rodrigues acrescenta também que, recentemente, devido à situação de instabilidade na Venezuela, muitas pessoas instalaram-se na região, contribuindo positivamente para a economia do arquipélago.
“Não há uma família madeirense que não tenha uma ligação à Venezuela e por isso é nosso dever ajudar quem nos ajudou e quem está a sofrer uma dor inimaginável”, reforça.
O secretário regional refere que os apoios das empresas “podem ser canalizados para as várias associações de luso-venezuelanos existentes na região, como o têm feito muitos cidadãos, nos últimos dias, ou então através dos canais institucionais, para os Centros Portugueses e Casas da Madeira, assim como para as organizações humanitárias internacionais”.
Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 920 mortos e 3.360 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos 41 portugueses e lusodescendentes, e outros 87 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
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