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CMVM: Ordens sobre ações e dívida disparam em maio com BCP e BNP Paribas na liderança

CMVM: Ordens sobre ações e dívida disparam em maio com BCP e BNP Paribas na liderança

O valor sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários registados na CMVM subiu 1,8% em maio, face a abril, fixando-se em 37.561,4 milhões de euros, divulgou hoje o regulador.
Segundo a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o indicador registou um crescimento acumulado de 15,4% desde o início do ano, quando comparado com o mesmo período homólogo.
No segmento de títulos de dívida, o valor mensal avançou 7,5% na dívida pública, somando 21.820,4 milhões de euros. A dívida privada disparou 19,2% para os 2.965,1 milhões de euros. Já o investimento em ações progrediu 16,1%, atingindo 3.939,9 milhões de euros.
O Millennium BCP liderou a quota de mercado nas transações sobre ações com 29,2%. O BPI garantiu a segunda posição (11,1%), seguido de perto pelo Banco ActivoBank (10,3%).
No mercado da dívida (pública e privada), a liderança pertenceu de forma destacada ao BNP Paribas – Sucursal em Portugal, com 81,4% da quota. O Banco L.J. Carregosa (14,9%) e o Abanca Portugal (0,8%) ocuparam os lugares seguintes.
Em sentido inverso, o mercado de instrumentos financeiros derivados recuou 0,5% face a abril, totalizando 151.038,7 milhões de euros. Os forward mantiveram-se como o produto mais negociado (69,3% do total), apesar de uma quebra mensal de 6,5%. As transações sobre futuros afundaram 14,1%.
A análise por residência mostra que as ordens de investidores residentes em Portugal cresceram 10,3%. Por sua vez, o volume associado a investidores não residentes registou uma subida ligeira de 0,2%.
Quanto ao local de execução, a maior fatia das ordens (53,3%) foi executada em mercados regulamentados internacionais. Os mercados nacionais representaram 5,2%, enquanto 1,8% das ordens foram processadas fora de mercado e 39,7% acabaram internalizadas.
No plano internacional, os Estados Unidos, a Alemanha e a França foram os destinos de eleição para a execução de ordens sobre ações. No que toca aos títulos de dívida, as preferências dos investidores recaíram sobre o Reino Unido, a Holanda e a França.

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