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Acesso à habitação. “Não há bala de prata para resolver problema da classe média”, afirma Pedro Brinca

Acesso à habitação. “Não há bala de prata para resolver problema da classe média”, afirma Pedro Brinca

O acesso à habitação continua a ser um dos principais problemas da sociedade portuguesa e com cada vez mais impacto para a classe média, numa altura em que os preços das casas não demonstram sinais significativos de abrandamento.
“Não há uma bala de prata para resolver o problema da compra de casa para a classe média”, afirmou o economista Pedro Brinca, no painel ‘O que podemos esperar da economia?’, inserido na convenção da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), que decorre esta terça-feira, no Centro de Congressos do Estoril.
O economista considerou que é sempre muito mais fácil implementar políticas pelo lado da procura, e que a oferta em Portugal continua a estar constrangida. Por outro lado, rejeita uma descida nas taxas de juro. “Não acho que as taxas vão descer. Há uma enorme incerteza associada, porque não sabemos o que vai acontecer no Irão”, referiu.”
Por sua vez, Ricardo Valente, diretor de delegação da Região Norte da APEMIP, salientou que apesar da economia estar a crescer, a oferta imobiliária não acompanha essa dinâmica, nomeadamente para os jovens, que dependem do crédito habitação.
“Os jovens e classe média estão dependentes do crédito habitação e para esse segmento não há oferta. O mercado vai ser mais seletivo do ponto de vista do comportamento e por isso mais desafiante”, sublinhou.
Já João Braz, Head of Partnerships do idealista assumiu que apesar das transações terem vindo a diminuir, o valor as transações aumentou, mas que esta desaceleração não significa uma mudança de tendência.
“Não prevejo uma descida significativa nos próximos meses se os níveis de oferta e procura se mantiverem”, reiterou.

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