“Exclusão e frustração”: Um terço dos portugueses sente-se mal com o que vê nas redes sociais
O uso das redes sociais está cada vez mais presente na vida dos seus utilizadores, contudo 24% dos utilizadores portugueses admite que o conteúdo que vê os faz sentir-se mal consigo próprio, segundo revela um estudo da Intrum.
De acordo com o ECPR – European Consumer Payment Report, os hábitos de consumo das redes sociais é diferente entre os grupos socioeconómicos, com os adolescentes de famílias com menor rendimento a serem mais propensos a referir comportamentos aditivos.
Os resultados destes estudos demonstram a influência que as redes sociais têm tido na vida dos seus utilizadores, nomeadamente na saúde emocional e no bem-estar financeiro.
O bem-estar é o mais afetado, com cerca de quatro em cada dez utilizadores a referirem que os padrões de vida de influenciadores prejudicam a sua saúde mental.
O estudo demonstra que os jovens são os mais afetados negativamente por estas comparações, com cerca de um quinto (19%) da geração Z a afirmar ter-se endividado a tentar replicar estilos de vida que veem nas redes sociais.
Já 76% dos portugueses considera que as redes sociais promovem expectativas financeiras pouco realistas, um valor superior ao da média europeia.
Para além de afetarem o estado emocional, as redes sociais também têm um impacto direto nos comportamentos de consumo. Cerca de 34% dos portugueses afirma já ter feito compras por impulso depois de ver publicidade nas redes sociais.
Já 14% dos portugueses revela que a pressão causada pelos influenciadores os levou a contrair dívidas. O estudo salienta, que esta dinâmica torna-se mais preocupante com a crescente adesão a soluções como o “compre agora, pague depois” (BNPL), com 31% dos portugueses a admitir sentir-se mias inclinados para comprar quando esta opção está disponível.
Esta é uma tendência mais acentuada nos homens do que nas mulheres, e a nível regional a região do Algarve e nas regiões da Madeira e Açores, esta medida tem menor impacto.
Luís Salvaterra, diretor-geral da Intrum Portugal, afirma que “a exposição constante a padrões de vida idealizados gera sentimentos de exclusão e frustração entre os consumidores, com reflexos na autoestima e no bem-estar financeiro. No Dia Mundial das Redes Sociais, é essencial reconhecer o impacto real do ambiente digital nas decisões de consumo, nos níveis de poupança e até na saúde mental”.
Share this content:



Publicar comentário