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IGCP aumenta necessidades líquidas de financiamento do Estado para 15 mil milhões em 2026

IGCP aumenta necessidades líquidas de financiamento do Estado para 15 mil milhões em 2026

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) reviu em alta as necessidades líquidas de financiamento do Estado para este ano, fixando-as em 15 mil milhões de euros. O valor representa um aumento de dois mil milhões de euros face à previsão que tinha sido avançada no segundo trimestre.
De acordo com a atualização do Programa de Financiamento da República Portuguesa para o terceiro trimestre de 2026, esta terça-feira publicada, as necessidades globais de financiamento do Estado para o conjunto do ano cifram-se em 30,6 mil milhões de euros.
Este montante é justificado por um défice orçamental estimado em 11,2 mil milhões de euros e por amortizações de médio e longo prazo no valor de 15,6 mil milhões de euros.
No que diz respeito às fontes de financiamento, o IGCP mantém a estimativa inicial de emissão bruta de Obrigações do Tesouro (OT), prevendo que esta atinja os 24 mil milhões de euros em 2026 (excluindo operações de troca). Até ao final do mês de maio, a agência que gere a dívida pública tinha emitido 11,3 mil milhões de euros em OT.
“Considerando o sindicato (liquidação a 4 de junho) e o leilão realizado em junho, o IGCP já emitiu 15,5 mil milhões de euros de OT, o que representa 65% do objetivo de emissão anual deste instrumento”, refere o IGCP.
Em sentido inverso, o financiamento líquido através de Bilhetes do Tesouro (BT) vai sofrer uma redução de 900 milhões de euros face à estimativa anterior, recuando dos 5,1 mil milhões de euros previstos no segundo trimestre para os 4,2 mil milhões de euros.
Para o terceiro trimestre do ano, o IGCP prevê a realização de emissões de OT combinando sindicatos e leilões, apontando para colocações entre 1.500 e 1.750 milhões de euros por leilão. As operações decorrerão à segunda ou quarta quarta-feira de cada mês.
No segmento de curto prazo, o calendário do IGCP para o próximo trimestre calendariza dois leilões de BT. O primeiro terá lugar a 15 de julho, com a reabertura da linha a quatro meses (BT20NOV2026) e o lançamento de uma linha a 12 meses (BT16JUL2027), para um montante indicativo global entre 1.500 e 1.750 milhões de euros.
O segundo leilão ocorrerá a 16 de setembro, prevendo-se a reabertura da linha a 10 meses e o lançamento de uma nova maturidade a um ano (BT17SET2027), visando angariar entre 1.250 e 1.500 milhões de euros.
A agência liderada por  Pedro Cabeços avisa, no entanto, que acompanhará de perto a evolução dos mercados, podendo introduzir ajustamentos a estas linhas de atuação caso as condições o exijam.

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