União Internacional dos Arquitetos distingue Eduardo Souto de Moura
O arquiteto português Eduardo Souto de Moura vai receber hoje a medalha de ouro da União Internacional dos Arquitetos (UIA), no âmbito do Congresso Mundial dos Arquitetos, em Barcelona.
O Congresso Mundial, a decorrer até quinta-feira, tem como ponto alto a atribuição da medalha de ouro a Souto de Moura, hoje, na Basílica da Sagrada Família, após candidatura submetida pela Ordem dos Arquitetos.
Eduardo Souto de Moura, Prémio Pritzker em 2011, será o segundo português a receber a Medalha de Ouro da UIA, depois de Álvaro Siza Vieira, também ele agraciado com o Pritzker, em 1992.
Criada em 1984 pela UIA, de caráter trienal, a medalha é classificada pela própria organização como “a mais prestigiante distinção atribuída a um arquiteto por arquitetos, escolhida a partir de nomeações submetidas por instituições profissionais de todo o mundo”.
Já na quarta-feira, a Ordem dos Arquitetos (OA) e a Casa da Arquitetura (CA) juntam-se à Embaixada de Portugal em Espanha para uma homenagem ao arquiteto.
Pelas 16:00, uma conversa junta Nuno Grande, Souto de Moura, Inês Lobo, Manuel Aires Mateus e Wilfried Wang, depois da abertura, a cargo de Avelino Oliveira, presidente da OA, Nuno Sampaio, diretor da CA, e Marta Vall-Llossera, presidente do Colégio Superior dos Arquitetos de Espanha.
No encerramento, nota para a presença da secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa.
Mais tarde, no Museu MOCO, de arte moderna e contemporânea, há uma receção comemorativa com uma instalação dedicada a Souto de Moura, intitulada “Ucronia”, que parte de esquissos inéditos do arquiteto, dos anos 1970.
“Reúne vídeos desenvolvidos pelo 18–25 Research Studio em colaboração com Eduardo Souto de Moura, revelando as atmosferas e linguagens de representação da série de ‘monumentos imaginários’”, pode ler-se em comunicado sobre a instalação, que tem curadoria de Pedro Bandeira.
Durante o congresso, o Comité Internacional de Críticos de Arquitetura tinha ainda previsto a entrega dos prémios e menções honrosas que este ano distinguiram ensaios e trabalhos de investigação dos arquitetos portugueses André Tavares, Pedro Baía, Luís Santiago Baptista, Vítor Alves e Carlos Machado e Moura.
A carreira de Eduardo Souto de Moura, nascido no Porto em 1952, soma mais de uma dezena de prémios, como o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, atribuído em 2018, e o Pritzker, o “Nobel da arquitetura”, em 2011, pelo conjunto da obra.
Entre outras distinções, recebeu o Prémio da X Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo, em 2016, o Prémio Wolf de Artes, de Israel, em 2013, o Prémio Pessoa, em 1998, e o Prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte – Portugal, em 1996.
Nos Estados Unidos, a sua carreira foi reconhecida pela Academia Americana de Artes e Letras, com o Prémio Arnold W. Brunner 2019.
A Casa das Histórias Paula Rego (Cascais), o Estádio Municipal de Braga, a Torre Burgo (Porto), o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (Bragança), a remodelação do Museu Nacional Grão Vasco (Viseu) e os interiores dos Armazéns do Chiado (Lisboa) contam-se entre os seus projetos, assim como o pavilhão da Serpentine Gallery, em Londres, feito em parceria com Álvaro Siza, com quem iniciou a carreira, em 1981.
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