Mercados europeus negoceiam no ‘verde’, à boleia dos ganhos de Wall Street
As principais praças europeias terminaram a sessão de terça-feira em terreno positivo, tendo sido impulsionadas pelo setor tecnológico, e acompanharam os ganhos de Wall Street, que fechou com o S&P500 e o Nasdaq 100 a atingirem o melhor trimestre em seis anos.
O Irão continuou a dominar as preocupações dos investidores. A incerteza, depois de Washington afirmar que as negociações com Teerão iriam arrancar na terça-feira, 30, apoderou-se dos investidores.
Esta incerteza também afetou o petróleo, que negociou sem tendência definida. Em contraciclo, o ouro já está a ser negociado acima dos quatro mil dólares por onça.
Já o iene tem registado quedas, estando a negociar em mínimos de 40 anos face ao dólar norte-americano. Para o CEO da ActivTrades Europe, Ricardo Evangelista, esta queda reflete “a crescente divergência nas perspetivas para a política monetária dos dois bancos centrais. Os investidores atribuem agora uma probabilidade de 80% de a Reserva Federal aumentar as taxas de juro pelo menos uma vez este ano, numa mudança significativa face às expectativas anteriores ao início da guerra entre os EUA e o Irão, que apontavam para dois cortes de juros”.
“Ao mesmo tempo, o Banco do Japão é visto como menos comprometido com um maior aperto da política monetária. Apesar do aumento de 25 pontos-base decidido este mês, que elevou a taxa diretora para 1%, as taxas de juro no Japão continuam muito abaixo da taxa neutra estimada, situada em torno de 2%. Além disso, apenas um membro do conselho do Banco do Japão defendeu publicamente novos aumentos das taxas de juro, enquanto o governo continua a privilegiar custos de financiamento baixos, agravando as pressões sobre o iene”, sublinha.
O Fórum do Banco Central Europeu (BCE) entra no último dia da sua 12.ª edição. Durante o dia de terça-feira contámos com a presença do economista chefe do BCE, que defendeu a decisão de subir juros na mais recente reunião de política monetária.
Philip Lane salientou ainda que os efeitos do episódio inflacionista podem demorar alguns meses a materializar-se. Perante esta realidade o banco vai manter em aberto as suas opções.
Esta quarta-feira, o encontro encerra, mas antes vai continuar a contar com painéis de discussão com o mote de “Shaping Europe’s future: innovation, growth and stability”.
Os mercados europeus responderam positivamente a estas declarações, contudo o principal índice português apresentou quedas.
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