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Dona do ChatGPT propõe cedência de 5% da empresa ao Governo norte-americano

Dona do ChatGPT propõe cedência de 5% da empresa ao Governo norte-americano

A OpenAI, que detém o ChatGPT, apresentou uma proposta que previa a cedência de 5% da empresa ao Governo norte-americano, avançou na quarta-feira o Financial Times. Isto seria o equivalente a 42,6 mil milhões de dólares (37,3 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) face à avaliação de 852 mil milhões de dólares (746,5 mil milhões de euros) que resultou da última ronda de investimento da organização liderada por Sam Altman.
No entender de Sam Altman, dar ao público uma participação na empresa é a melhor forma de partilhar os benefícios da inteligência artificial (IA), referiu a publicação britânica citando duas pessoas conhecedoras do dossier.
A ideia proposta por Sam Altman passaria também por empresas como a Anthropic, que possui o Claude, a Google e a Meta cedessem também participações semelhantes ao Governo norte-americano através de um fundo soberano.
A CNBC avançou que a proposta da OpenAI surgiu após mais de um ano de negociações sobre uma possível participação do governo na empresa. O CEO da OpenAI terá apresentado a ideia diretamente à administração Trump no início de 2025. Sam Altman já defendeu a criação de um fundo de investimento público que faça a gestão de ativos que captassem o crescimento das empresas de inteligência artificial e que depois fizesse a distribuição desses benefícios pelo público.
Governo já tinha adquirido participação de 10% na Intel
Em agosto de 2025, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou, na rede social Truth Social, que o executivo norte-americano detinha 10% da Intel.
Donald Trump considerou ser uma “grande honra” para o Estados Unidos “deter e controlar” 10% da Intel, uma “grande empresa” norte-americana que terá agora “um futuro ainda mais incrível”.
O investimento do executivo norte-americano atingiu os 8,9 mil milhões de dólares (7,8 mil milhões de euros) por 9,9% da Intel, de acordo com a agência noticiosa Reuters. Isto equivaleu a um pagamento de 20,47 dólares por ação, um desconto de quatro dólares face ao preço de fecho de 24,80 dólares.
A Reuters referiu que a compra de 433,4 milhões de ações da Intel, pelo governo norte-americano, será efetuada através de um financiamento de 5,7 mil milhões de dólares (4,9 mil milhões de euros) de subsídios não pagos através do Chips Act, programa criado na administração de Joe Biden, e de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) que foram concedidos à Intel através do programa ‘Secure Enclave’, que vem também da administração de Joe Biden.
Proprietária do ChatGPT quer entrar em bolsa
A OpenAI manifestou a 8 de junho a sua intenção de entrar em bolsa junto do regulador dos mercados norte-americanos (SEC).
“Submetemos recentemente um S-1 confidencial. Esperamos que venha a público, por isso estamos simplesmente a anunciá-lo. Ainda não decidimos o calendário; poderá demorar algum tempo, porque há coisas que queremos fazer que provavelmente serão mais fáceis enquanto empresa não cotada em bolsa. Mas é um conjunto complexo de ponderações e isto dá-nos a opção de entrar em bolsa mais cedo se isso acabar por ser o melhor”, disse a empresa que é a segunda não cotada mais valiosa do mundo atrás da Anthropic.
Em junho, o New York Times, citando três pessoas conhecedoras do processo avançou que a empresa estará inclinada a adiar o seu processo de entrada em bolsa (IPO na sigla inglesa) para 2027.
As mesmas fontes salientaram ao New York Times que a intenção da empresa, liderada por Sam Altman, passava por entrar em bolsa no terceiro ou quarto trimestre deste ano. Sam Altman terá ainda pressionado os banqueiros e advogados que contratou para o IPO no sentido de encontrarem uma forma de que a empresa fosse avaliada em um bilião de dólares (880 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) quando entrasse em bolsa, superando a anterior avaliação de 730 mil milhões de dólares (641,6 mil milhões de euros).
Os consultores terão sugerido a opção de adiar o IPO para 2027 de modo a que avaliação da empresa atingisse um bilião de dólares (880 mil milhões de euros) ou então reduzir essa meta de modo a que a entrada em bolsa fosse mais rápida. Mas Sam Altman terá defendido que alterar a avaliação estaria fora de questão.
Anthropic também vai entrar em bolsa 
A 1 de junho, a Anthropic, que é a não cotada mais valiosa do mundo, manifestou o seu interesse em entrar em bolsa. “Hoje, a Anthropic submeteu confidencialmente um rascunho de declaração de registo no Formulário S-1 à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) para uma proposta de oferta pública inicial (IPO) das nossas ações ordinárias. Isto dá-nos a opção de abrir o capital após a conclusão da análise da SEC. A oferta pública inicial proposta dependerá das condições de mercado e de outros fatores. O número de ações a oferecer e o preço ainda não foram definidos”, referiu a empresa.

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