Euro forte na Ásia aumenta poder de compra dos portugueses nas férias de Verão, diz Revolut
A valorização do euro e a baixa inflação em várias economias da Ásia Oriental estão a reforçar o poder de compra dos viajantes da zona euro neste verão, enquanto destinos como Hungria e Brasil registam perdas acentuadas de valor face a 2025, segundo uma análise divulgada pela Revolut.
De acordo com o banco digital, a combinação entre a estabilidade da moeda única e o controlo inflacionista em países asiáticos está a criar “ganhos históricos” no poder de compra para turistas europeus, tornando a região uma das mais competitivas em termos de custo-benefício.
Entre os destinos analisados, o Japão destaca-se pelo aumento da procura por parte de portugueses, com o volume de transações a crescer 12,16% nos últimos seis meses e os gastos a subir 9,43% face ao período homólogo. O crescimento foi particularmente expressivo entre consumidores entre os 55 e os 64 anos, cujo total de despesas aumentou 83,6%.
A desvalorização do iene, associada a níveis de inflação mais contidos, coloca o Japão entre os destinos onde o euro mais rende em 2026, a par de países como Índia (+11%), Filipinas (+10%), Indonésia (+10%) e Coreia do Sul (+9%), segundo a mesma análise baseada em dados de transações e variações cambiais entre maio de 2025 e maio de 2026.
Em sentido inverso, a Revolut alerta para o agravamento do custo de viagens em alguns mercados devido à valorização cambial e à inflação local. Hungria e Brasil surgem como os destinos com maior deterioração do poder de compra para europeus (ambos com -11%), seguidos de Austrália e Noruega (-9%) e México (-8%).
Os analistas sublinham ainda riscos associados à chamada Conversão de Moeda Dinâmica (DCC), recomendando que os viajantes optem sempre pelo pagamento na moeda local para evitar taxas de câmbio desfavoráveis impostas por terminais de pagamento ou caixas automáticas.
A instituição aconselha igualmente a evitar levantamentos em caixas automáticas situadas em zonas turísticas, onde as comissões tendem a ser mais elevadas, e a monitorizar as transações para prevenir cobranças duplicadas.
A análise destaca também o crescimento de soluções digitais no apoio às viagens, como a utilização de eSIM para acesso a dados móveis no estrangeiro, alternativa às tarifas de roaming tradicionais, e sistemas de acumulação de pontos que permitem converter despesas quotidianas em benefícios de viagem.
Segundo a Revolut, os cálculos apresentados têm por base a evolução do câmbio nominal e o diferencial de inflação anual entre maio de 2025 e maio de 2026. O banco digital conta atualmente com mais de 75 milhões de clientes a nível global, incluindo mais de dois milhões em Portugal.
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