Hedge funds reduzem exposição a tecnológicas ao ritmo mais rápido desde 2016
Os hedge funds venderam ações de empresas tecnológicas, na semana que terminou a 25 de junho, ao ritmo mais rápido desde 2016, referiu uma nota do Goldman Sachs, transcrita pela TipRanks.
O banco acrescentou que os hedge funds realizaram a maior venda semanal de ações norte-americanas desde a desvalorização que ocorreu aquando do Dia de Libertação (2 de abril de 2025), o dia em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas a vários parceiros comerciais.
Sete Magníficas perderam 2,3 biliões em junho
O Goldman Sachs referiu também que os hedge funds estão a reduzir as participações que possuem nas Sete Magníficas (Amazon, Microsoft, Alphabet, Meta, Tesla, Nvidia, Apple). Em junho este grupo de empresas perdeu mais de 2,3 biliões de dólares (dois biliões de euros à taxa de câmbio atual) em capitalização bolsista, referiu a CNBC, ao acumular uma desvalorização de 10%. No caso da Microsoft teve a pior desvalorização mensal, em junho, desde dezembro de 2000. A tecnológica caiu 19% o equivalente a 650 mil milhões de dólares (569,7 mil milhões de dólares) de perda em capitalização bolsista.
“Estamos a atravessar mais um momento decisivo nas próximas semanas para o setor tecnológico, enquanto os investidores aguardam a importantíssima época de resultados do segundo trimestre, em julho, que deverá validar ainda mais a expansão da Revolução da inteligência artificial (IA). Entretanto, a apreensão persistirá, à medida que as preocupações com os custos desta expansão tecnológica sem precedentes atingirem um novo patamar de crescimento”, disse o diretor-geral da Wedbush Securities, Dan Ives, citado pela CNBC.
“O mercado está a tentar compreender a nova narrativa em torno das Sete Magníficas, porque passaram de empresas com poucos ativos e que geravam muito free cash flow (fluxo de caixa livre) para empresas com balanços mais robustos. Acredito que os investidores começarão a ver estes balanços como uma força de trabalho. A razão pela qual estão a investir tanto dinheiro é para substituir, essencialmente, os esforços humanos por inteligência artificial. Este balanço será utilizado e gerará retornos. Portanto, penso que, com o tempo, os investidores começarão a ver isto como uma vantagem competitiva. Estamos num período de transição nesta narrativa”, disse o chefe de investigação da Fundstrat Global Advisores, Tom Lee, no programa da CNBC ‘Morning Call’.
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