Vendas aceleram até 30,7% nas duas rodas e 59,4% nos quadriciclos em Junho de 2026
O mercado dos veículos de duas, três e até quatro rodas está a ganhar embalo em Portugal — e não dá sinais de travagem. Junho de 2026 foi um mês de aceleração clara, com os ciclomotores, motociclos e triciclos a registarem um crescimento de 30,7% nas matrículas, enquanto os quadriciclos pisaram ainda mais o acelerador, com uma subida expressiva de 59,4%.
No total, foram matriculadas 6.106 unidades de veículos de duas e três rodas em Junho, confirmando que o setor está “com o punho rodado” face ao mesmo mês de 2025. Já os quadriciclos, embora em menor volume (161 unidades), mostraram que também sabem fazer curvas apertadas no crescimento.
O balanço dos primeiros seis meses do ano mantém o ritmo positivo. “Entre Janeiro e Junho de 2026, foram matriculados 26.619 veículos de duas e três rodas em Portugal, o que representa um aumento de 23,0% face ao período homólogo de 2025”, segundo a ACAP.
No universo dos quadriciclos, o crescimento também não ficou atrás, atingindo os 43,8%, com 933 unidades matriculadas.
Os ciclomotores continuam a mostrar que não precisam de grande cilindrada para dar cartas. Em Junho, foram matriculadas 195 unidades, um aumento de 41,3% face ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do semestre, o crescimento foi mais moderado, mas ainda assim positivo: 692 unidades matriculadas, correspondendo a uma subida de 5,6%.
Destaque para os modelos elétricos, que aceleraram fortemente em Junho, com 62 unidades e um crescimento de 121,4%, enquanto os modelos de combustão interna cresceram 20,9%, com 133 unidades.
Se há segmento que lidera esta corrida, são os motociclos. Em Junho de 2026, foram matriculadas 5.886 unidades, traduzindo-se num crescimento de 30,4%. No acumulado do semestre, o número sobe para 25.834 motociclos, um aumento de 23,6%, confirmando este segmento como o verdadeiro motor do mercado.
Os motociclos elétricos estão a ganhar tração: 60 unidades matriculadas em Junho, o que representa um crescimento de 130,8%, e 438 no semestre, com uma subida de 98,2%. Ainda que representem uma fatia pequena, o ritmo de crescimento mostra que a eletrificação já entrou na estrada.
No que diz respeito à cilindrada, os motociclos até 125 cm³ registaram 3.056 unidades em Junho, um aumento de 33,6%, e 12.109 no semestre, com um crescimento de 30,5%. Já os modelos com mais de 125 cm³ atingiram 2.770 unidades em Junho, crescendo 25,8%, e 13.287 no acumulado, com uma subida de 16,6%.
Os triciclos também entraram na curva do crescimento em Junho, com 25 unidades matriculadas, o que representa um aumento de 47,1%. No entanto, o acumulado do semestre revela um andamento mais cauteloso: 93 unidades, correspondendo a um crescimento de 4,5%.
Nos elétricos, o salto foi significativo em Junho, com 8 unidades matriculadas e um crescimento de 700,0%, enquanto os modelos de combustão interna cresceram 6,3%. No acumulado, os elétricos atingiram 38 unidades, subindo 58,3%, enquanto os de combustão interna registaram 55 unidades, com uma quebra de 15,4%.
Se Junho foi positivo para as duas rodas, foi particularmente expressivo para as quatro da categoria L. Os quadriciclos registaram 161 unidades matriculadas, um aumento de 59,4%. No semestre, o total atingiu 933 unidades, o que representa um crescimento de 43,8%.
Entre os diferentes tipos, os ATV somaram 15 unidades em Junho, com uma subida de 114,3%, e 95 no semestre, crescendo 43,9%. Já os minicarros continuam a dominar, com 146 unidades em Junho, um aumento de 55,3%, e 838 no acumulado, com uma subida de 43,7%.
Os minicarros elétricos continuam a ganhar protagonismo, com 97 unidades matriculadas em Junho, crescendo 86,5%, e 506 no semestre, com uma subida de 39,8%. Os modelos de combustão interna registaram 49 unidades em Junho, um aumento de 16,7%, e 332 no acumulado, com um crescimento de 50,2%.
Com crescimentos consistentes em praticamente todos os segmentos, o mercado português de veículos de duas, três e quatro rodas entra em 2026 em alta rotação. Entre a eletrificação que ganha velocidade e a combustão que ainda não sai da estrada, o setor mostra-se dinâmico e resiliente.
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