Empresas portuguesas arrancam 2026 mais rentáveis e com menor pressão financeira
As empresas portuguesas registaram um aumento da rendibilidade nos primeiros três meses deste ano, aproximando-se novamente dos máximos históricos registados neste indicador. Ao mesmo tempo, também a autonomia financeira melhorou, fruto sobretudo da incorporação de resultados nos capitais próprios.
Os dados do Banco de Portugal (BdP) apontam para uma subida de 0,4 pontos percentuais (pp) em termos homólogos da rendibilidade para 9,5%, um valor que se aproxima dos 9,7% de máximo registado na série estatística, no terceiro trimestre de 2023. Em cadeia, a subida foi de 0,3 pp.
Olhando só para as empresas privadas, o indicador subiu igualmente até 9,5%, com destaque para o segmento das ‘sedes sociais’, que registou a maior subida, com 0,7 pp, e para os ‘transportes e armazenagem’, que continuam a ser o sector mais rentável, com 13,4%.
Do lado público, a rendibilidade foi de 7%, o que corresponde a mais 0,7 pp do que em igual período do ano passado.
Já no que diz respeito à autonomia financeira, o indicador também subiu, chegando a 45,9%, ou seja, mais 0,3 pp do que no trimestre homólogo, à boleia sobretudo da incorporação de resultados das empresas nos seus capitais próprios.
“Este indicador aumentou na generalidade dos setores de atividade, exceto na eletricidade, gás e água”, onde recuou 1,6 pp, detalha a nota do BdP.
Olhando por tipologia empresarial, nas pequenas e médias empresas, a autonomia financeira subiu de 45,6%, no primeiro trimestre de 2025, para 46,3%, enquanto nas grandes empresas diminuiu ligeiramente, de 41,1% para 41,0%.
“Considerando a totalidade das empresas, o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo foi de 26,6% no primeiro trimestre de 2026, menos 0,3 pp do que no período homólogo. Esta diminuição decorreu de o ativo ter crescido mais do que os financiamentos obtidos”, explica o banco central.
Na mesma linha, o custo dos financiamentos reduziu-se de 4,8%, no primeiro trimestre de 2025, para 4,3% no período agora em análise.
“Esta redução refletiu a tendência de descida das taxas de juro, que se iniciou em meados de 2024, e foi transversal a todos os setores de atividade e classes de dimensão”, lê-se. A pressão financeira sobre as empresas também abrandou, com os lucros brutos a representarem 8,2 vezes os gastos de financiamento, em média, o que equivale a uma subida em relação ao anterior rácio de 7 vezes.
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