Oito em cada dez novos créditos habitação já são indexados à EURIBOR a seis meses
A esmagadora maioria dos novos contratos a taxa variável ou mista está indexada à EURIBOR a seis meses, que concentra cerca de oito em cada dez casos, muito à frente do prazo a 12 meses. Segundo os dados da Análise de Mercado de Crédito Habitação do ComparaJá, é a escolha dominante de quem contrata hoje.
A escolha do prazo da EURIBOR não é um detalhe técnico. Define com que frequência a prestação é revista: a cada três, seis ou doze meses. Num período de taxas em movimento, o prazo mais curto reflete mais depressa as descidas, mas também as subidas; o prazo mais longo dá mais estabilidade, ao custo de reagir com atraso.
A preferência pelo prazo intermédio, a seis meses, sugere um consumidor que procura um equilíbrio entre estabilidade e capacidade de aproveitar eventuais descidas, sem ficar totalmente exposto à volatilidade do prazo mais curto. É uma leitura pragmática de um mercado que, nos últimos anos, ensinou as famílias a olhar para a EURIBOR com mais atenção.
O dado ganha relevo num mês em que a EURIBOR a três e a seis meses voltou a subir ligeiramente, enquanto o prazo a 12 meses se manteve estável. Para a maioria dos contratos, indexados a seis meses, isso traduz-se numa revisão em alta da prestação, ainda que moderada.
A par da escolha do prazo, mantém-se o domínio da taxa mista, que combina um período inicial de taxa fixa com uma fase posterior indexada à EURIBOR. É hoje a estrutura preferida da larga maioria de quem contrata crédito habitação através do ComparaJá, sinal de um mercado que procura, acima de tudo, previsibilidade.
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