F1: Janela aerodinâmica estreita causa despistes da Red Bull, afirma Gary Anderson
Segundo o que o reputado analista técnico Gary Anderson explicou no www.the-race.com‘ o verdadeiro problema por trás dos recentes despistes de Max Verstappen não reside no mecanismo mecânico da asa em si, mas sim numa janela de funcionamento aerodinâmico excessivamente estreita.
Segundo Gary Anderson, o perigo surge na fase de transição após o fecho mecânico da asa. Os acidentes de Verstappen na qualificação da Áustria (Curva 9) e na corrida de Silverstone (Stowe) partilham da mesma origem técnica: o elemento móvel fecha visualmente, mas o fluxo de ar não se reconecta imediatamente à superfície da asa para gerar o apoio necessário.
A análise de Anderson aponta que o sistema rotativo da Red Bull e da Ferrari precisa de percorrer 225 graus, operando cinco vezes mais rápido do que as asas convencionais do pelotão para cumprir a regra de fecho em menos de 0,4 segundos.
Nas entradas de curvas rápidas, com travagens curtas de meio segundo, isto deixa os pilotos da equipa austríaca sem margem de estabilidade aerodinâmica no momento de rodar o volante. Anderson considera que a escuderia está a forçar demasiado o ângulo dos perfis alares para maximizar a carga. O especialista adverte sobre a necessidade urgente de uma abordagem mais conservadora em termos de engenharia computacional (CFD): “A Red Bull está a trabalhar as superfícies aero da asa traseira de forma demasiado agressiva, a janela é estreita demais”, disse ao The Race.
FOTO MPSA Agency
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