Coreia do Sul: Supremo Tribunal confirma condenação de ex-presidente a sete anos de prisão
O Supremo Tribunal da Coreia do Sul confirmou hoje a condenação a sete anos de prisão do ex-presidente Yoon Suk-yeol por factos relacionados com a tentativa falhada de declarar lei marcial em 2024.
“Todos os recursos são indeferidos”, declarou um juiz do Supremo Tribunal numa decisão transmitida pela televisão, confirmando assim a pena anteriormente proferida por um tribunal de recurso.
Yoon é acusado de obstruir as deliberações do Conselho de Ministros e de utilizar assinaturas falsificadas do primeiro-ministro antes de decretar a lei marcial. Sobre o ex-dirigente pesa ainda a acusação de recorrer a agentes de segurança presidenciais para impedir a própria detenção, depois de deputados terem anulado a declaração de lei marcial.
Condenado a cinco anos de prisão em janeiro, a pena foi posteriormente agravada em abril para sete anos, por obstrução à justiça, após recurso.
O Ministério Público tinha pedido uma pena de dez anos de prisão.
Tanto o Ministério Público como a defesa de Yoon recorreram para o Supremo Tribunal, cujas decisões não são passíveis de recurso.
Os advogados do Yoon Suk-yeol manifestaram “profundo pesar”, acusando o tribunal de ter decidido sobre o caso “sem deliberação suficiente”.
A defesa expressou intenção de contestar a decisão por motivos constitucionais e afirmou que vai apresentar uma queixa.
O antigo presidente, destituído em abril de 2025 e já detido, interpôs ainda recurso de outra condenação, desta vez de prisão perpétua, afirmando ter agido “exclusivamente para o bem da nação”.
Atualizado às 7h49
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