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F1: A revolução silenciosa de Laurent Mekies no primeiro ano à frente da Red Bull

F1: A revolução silenciosa de Laurent Mekies no primeiro ano à frente da Red Bull

Doze meses após substituir Christian Horner, a equipa mantém o quarto lugar do Mundial, mas a reestruturação interna sinaliza uma rota de rejuvenescimento a médio/longo prazo.
Exatamente um ano depois da nomeação de Laurent Mekies como o segundo Chefe de Equipa da história da Red Bull Racing, a formação de Milton Keynes encontra-se na mesma quarta posição do Mundial de Construtores que ocupava há 12 meses. Contudo, os números absolutos não traduzem a profunda transformação operacional em curso.Com 128 pontos conquistados em nove Grandes Prémios em 2026, a Red Bull reduziu a desvantagem pontual para a liderança face ao período homólogo do ano transato.
Esta aparente estagnação decorre de uma decisão estratégica consciente de Mekies. Ao assumir o cargo no verão passado, o engenheiro francês optou por prolongar o desenvolvimento do monolugar de 2025 até ao limite. A opção permitiu a Max Verstappen vencer seis das últimas nove corridas da época anterior, mas penalizou o arranque da nova era regulamentar em 2026.
Mekies justificou a abordagem como necessária para realizar um diagnóstico estrutural profundo: “Ao prolongar o desenvolvimento, foi possível perceber o que funcionava e o que falhava”, revelam fontes internas, permitindo identificar os departamentos que necessitavam de reforço humano e de infraestruturas.
Reestruturação técnica e a afirmação de Isack HadjarComo consequência deste plano, a equipa iniciou uma forte renovação técnica. Nos primeiros quatro meses de 2026, a Red Bull recrutou cerca de 130 novos colaboradores.O histórico Designer Chefe Craig Skinner cessou funções após duas décadas, sendo substituído por Ben Waterhouse no cargo de Engenheiro Chefe de Performance e Design. Para além disso, Andrea Landi assumiu a chefia do departamento de Performance. Ambos respondem diretamente ao Diretor Técnico Pierre Waché.
Embora o impacto destas contratações e do novo túnel de vento apenas se reflita em pleno nos monolugares das próximas temporadas, o ambiente interno permanece otimista. A estabilidade desportiva tem sido assegurada não só por Verstappen, mas também pela evolução de Isack Hadjar.
No seu segundo ano na categoria rainha, o jovem francês pontuou no top-6 nos últimos cinco Grandes Prémios e posiciona-se no oitavo lugar do campeonato, a escassos 24 pontos do neerlandês. Com uma desvantagem média de apenas um quarto de segundo por volta face ao tricampeão mundial, Hadjar afirma-se como um dos companheiros de equipa mais competitivos que Verstappen enfrentou nos últimos anos.
FOTO Red Bull Content Pool /Getty Images
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