CEO do SoftBank compara críticos da IA aqueles que rejeitaram carros e aviões
O CEO do SoftBank, Masayoshi Son, criticou os opositores da inteligência artificial (IA), durante o evento anual do grupo de investimento japonês, por “cuspirem para cima”, e afirmou que a tecnologia deve representar 20% da produção global até 2040.
“Aqueles que não gostam de IA rejeitaram essencialmente a sua própria evolução. Aqueles que condenam a IA estão eles próprios a cuspir para cima”, disse Masayoshi Son, em declarações transcritas pelo Financial Times. O CEO do grupo japonês comparou os críticos da tecnologia aqueles que rejeitaram o carro e os aviões.
Durante o evento, Masayoshi Son afirmou que seria necessário um investimento de cinco biliões de dólares (4,3 biliões de euros à taxa de câmbio atual) em investimentos anuais até 2040, e considerou que as preocupações sobre uma possível bolha na IA são “absurdas”.
O CEO do SoftBank calcula que a IA deve representar 46 biliões de dólares (40,3 biliões de euros) do PIB global dentro de 15 anos gerando lucros anuais equivalentes a metade desse valor. E estimou que para viabilizar e implementar a IA deverão ser necessários três terawatts de data centers até 2040 para fornecer a capacidade computacional para executar triliões de agentes de IA e milhares de milhões de robôs humanoides.
“Passaremos de um mundo centrado no humano para um mundo centrado em agentes. A era em que os humanos são a forma de vida mais avançada da Terra chegará ao fim. Para o bem ou para o mal, isso acontecerá e não há forma de o impedir”, afirmou Masayoshi Son durante o evento do grupo SoftBank.
O grupo japonês tem realizado vários investimentos ao nível da IA. O mais recente atingiu os 75 mil milhões de euros uma verba que servirá para desenvolver e operar cinco gigawattts (GW) de capacidade de data center (centros de dados) para inteligência artificial (IA) em França.
Declaração alerta para perigos da IA
Uma declaração intitulado We Must Act Now, divulgada na segunda-feira, que já conta com o apoio de quase 200 pessoas, alertava para os perigos da inteligência artificial. Esta é subscrita por nomes tais como Jack Clark, cofundador da Anthropic; Eric Schmidt, antigo diretor-executivo da Google; e Vinod Khosla, um destacado investidor de capital de risco, de acordo com o “The New York Times”. E conta ainda com 15 personalidades distinguidas com o Prémio Nobel.
Na declaração é referido que a IA “poderá tornar-se radicalmente mais poderosa” ao longo da próxima década, referindo também que esta tecnologia pode assumir grande trabalho do trabalho realizado por humanos, gerando desemprego generalizado.
A declaração, salienta o New York Times, considera que os efeitos da IA poderão ser “maiores do que os da Revolução Industrial, mas desenrolando-se num período de tempo incomparavelmente mais curto”.
A mesma declaração faz ainda um apelo a economistas, decisores políticos e líderes da indústria para que “ajam já para compreender a economia da IA transformadora” e para que implementem políticas que “orientem a IA numa direção que complemente os seres humanos e beneficie a sociedade”. No entanto, não inclui quaisquer recomendações concretas de políticas públicas.
Share this content:



Publicar comentário