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F1: Audi quer manter turbo nos motores de 2031

F1: Audi quer manter turbo nos motores de 2031

O debate sobre a próxima geração de motores deverá começar a ganhar força, e as marcas vão revelar o caminho que querem seguir, dentro do enquadramento já falado, com os V8 a serem a opção. Para a Audi, a eficiência continua a ser uma vertente essencial. Mattia Binotto, responsável pelo projeto da Audi na Fórmula 1, revelou em entrevista ao Motorsport.com que a marca alemã quer manter o turbo na próxima geração de motores da categoria, prevista para 2031 (podendo ser antecipada para 2030). A posição da Audi contraria a tendência maioritária entre os fabricantes, que defendem motores mais simples.
Existe atualmente um consenso entre a maioria dos fabricantes de unidades motrizes da grelha para regressar, na próxima década, a motores V8 mais simples e baratos, com uma componente elétrica reduzida e alimentados por combustíveis sustentáveis avançados. Nesse cenário, muitos defendem o abandono da turboalimentação, ideia que colide com os planos da Audi, que utiliza esta tecnologia numa vasta gama dos seus modelos de estrada. O motor V8 biturbo do recém-revelado protótipo Audi Nuvolari é apontado como um indício claro da visão da marca para o futuro regulamento da Fórmula 1. Para Binotto, a eficiência continua a ser central nesta discussão, sublinhando que a tecnologia que permite motores altamente eficientes é a mesma que depois é transferida para os carros de produção em série, envolvendo consumo de combustível, emissões e transferência tecnológica entre o automobilismo e a indústria. O verdadeiro desafio, segundo o dirigente, será conceber um motor de Fórmula 1 que permaneça altamente eficiente, mas que seja, simultaneamente, menos complexo, mais leve e mais acessível.
“A Audi sempre defendeu a importância da eficiência” disse Binotto. “A tecnologia que permite motores altamente eficientes é a mesma que depois é aplicada aos carros de estrada. Quando falamos de eficiência, falamos de consumo de combustível, emissões e transferência de tecnologia entre o automobilismo e a produção em série. O verdadeiro desafio será compreender como conceber um motor de Fórmula 1 que continue a ser altamente eficiente, mas que, ao mesmo tempo, seja menos complexo, mais leve e mais acessível. É isto que teremos de resolver.”

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