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Grupo de networking feminino Executive Tea Club chega ao Dubai e Bahrein

Grupo de networking feminino Executive Tea Club chega ao Dubai e Bahrein

O conceito português de networking feminino Executive Tea Club (ETC) expandiu-se para o Dubai e para o Bahrein, anunciou a organização liderada por Raquel Mota Pinto em comunicado.
Há um conceito português de networking a ganhar mundo e a unir líderes no universo feminino. Começou com 28 executivas e, através de encontros periódicos, já consegue mobilizar mais de 500 mulheres em cargos de topo. Possui polos ativos em três distritos (Porto, Lisboa e Aveiro), mas quer fazer o pleno nacional e, além de pretender dinamizar altos quadros e empresárias em cidades dos 18 distritos, tenciona crescer no estrangeiro. Para onde o Executive Tea Club (ETC) se expandiu, entretanto, replicando no Dubai e no Bahrein o modelo de atuação.
A comunidade de mulheres líderes, que assinala o seu terceiro ano e conta atualmente com mais de 500 executivas em cargos de topo, tendo começado com apenas 28 membros tem atualmente polos ativos no Porto, Lisboa e Aveiro. Segundo o comunicado o ETC pretende dinamizar altos quadros e empresárias em cidades de todos os distritos nacionais, além de replicar o seu modelo de atuação no estrangeiro.
Para apoiar a internacionalização e reforçar a proximidade na rede, a comunidade lançou uma aplicação informática bilingue (português e inglês) para os sistemas Android e iOS.
A cofundadora e empresária Raquel Mota Pinto explicou em comunicado que a ferramenta funciona como uma “extensão tecnológica” para aproximar profissionais de várias localizações e partilhar negócios.
“Esta presença internacional representa mais uma etapa de uma visão de longo prazo: construir uma comunidade global onde mulheres executivas criam relações de confiança”, sublinhou a mentora.
Os encontros do ETC são inspirados no ritual do chá da Rainha Catarina de Bragança, decorrendo em ambientes exclusivos para promover o debate estratégico e a partilha de conhecimento com especialistas.
Raquel Mota Pinto apontou “sinais encorajadores” na liderança feminina em Portugal, destacando que a proporção de mulheres administradoras em empresas cotadas em bolsa “mais do que duplicou nos últimos oito anos”, fixando-se perto dos 37%, impulsionada pela lei das quotas.
Mas, citando dados do European Institute for Gender Equality, a empresária alertou que o cenário nacional permanece desequilibrado. Portugal registou avanços na gestão de cotadas, mas mantém-se como o sétimo país com menor representatividade de mulheres em funções de administração executiva, num universo de 30 países europeus.
A organização sublinha que o projeto visa combater barreiras estruturais e culturais que travam a progressão de carreira das mulheres, tais como a disparidade salarial nos cargos de topo, as dificuldades de conciliação familiar e a escassa adesão ao trabalho a tempo parcial.

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