Ni Amorim: “Itália é, neste momento, uma opção mais forte para receber quer o WEC, quer a F1”
Ni Amorim, presidente da FPAK, abordou os rumores sobre a possível vinda do WEC e da Fórmula 1 a Portimão, mostrando-se cauteloso e sublinhando que os rumores que agora circulam podem não corresponder à realidade.
Em declarações ao AutoSport em Vila Real, Ni Amorim foi pragmático face aos mais recentes rumores que davam conta de que Portimão era uma das hipóteses mais fortes para receber a F1 e o WEC, caso a crise do médio oriente não se resolvesse. Com o mais recente aumento de tensão, os grandes campeonatos serão obrigados a tomar decisões que, ao que tudo indica, afastará as competições do Médio Oriente, o que obrigará a escolher novos palcos. Portimão, que já recebeu o WEC e que vai voltar a receber a F1 em 2027, seria uma das melhores soluções, mas há outros circuitos interessados.
“Portimão é uma hipótese, como outros circuitos, nomeadamente em Itália” afirmou Ni Amorim. “Se a crise do Médio Oriente se mantiver, como tudo indica que sim, dizer que as provas que estão no Médio Oriente vêm para Portugal é uma precipitação, neste momento, porque temos países que são, provavelmente, mais interessantes para os construtores, e que também estão em bicos de pés para poder receber essas provas. Acho que Itália é, neste momento, uma opção mais forte para receber quer o WEC, quer a F1″.
Questionado sobre se o pouco tempo de antecedência tornaria a organização difícil ou mesmo impossível, Amorim mostrou-se otimista quanto à utilidade do exercício: “Por um lado era bom, porque era um teste que se fazia, pois a F1 já não vem a Portugal há 5 anos. Era um teste para os dois anos que aí vêm, 27 e 28, que aí sim temos a certeza que cá vem o campeonato, porque está contratualizado. Seria uma forma de também testarmos todo o nosso staff e a própria pista, que já está homologada em grau 1, mas é preciso retificar alguma coisa aqui e acolá. Vindo cá os pilotos e dando o seu feedback, é sempre importante. Seria bom que cá viesse, naturalmente, mas não há nenhuma indicação oficial que eu tenha, a não ser essa que acabou de dizer, de conversas de bastidores.
O presidente da FPAK reforçou esta posição com um relato recente de contacto direto com responsáveis da Fórmula 1: “Estive agora em Macau, nas conferências da FIA, durante três dias. Estive em contacto com pessoas de todo o lado e com responsáveis da Fórmula 1, e nada me foi transmitido, e cruzei-me com eles durante três dias. Acho que se houvesse algo concreto, pelo menos alguma conversa, saberia alguma coisa.”
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