Edson dos Santos: “Angola tem todas as condições de ser um hub energético para o sul de África”
“A Angola tem todas as condições para ser um hub energético, não só para o país em si, mas para a parte do sul de toda a África”, indicou Edson dos Santos, presidente do conselho de administração da angolana Etu Energias, durante o debate sobre o novo ciclo do petróleo e gás angolano, durante o Doing Business Angola, esta quarta-feira, em Lisboa.
Também presente na discussão, moderada pelo jornalista André Cabrita-Mendes, o administrador executivo de ANPG começou por dizer que os últimos sete a dez anos foram uma caminhada “para resolver problemas”. “Tivemos, em Angola, um pico de produção de 1,9 milhões de barris de petróleo por dia em 2008, mas nos últimos anos temos visto uma quebra de produção e têm sido feitas diversas reformas para contrariar isso, como a atribuiçao de novos blocos de concessões de petróleo para se trazer para o mercado mais de 50 blocos de exploração”.
O responsável adiantou ainda que se está a preparar “o processo 2026-2030 no qual existe a previsão de ter um processo mais permanente e tornar as oportunidades uma prioridade para os que os investidores façam o seu investimento mais rapidamente”.
Alcides de Andrade, administrador executivo de ANPG.
Edson dos Santos, da empresa petrolífera privada angolana Etu Energias, explicou a génese da empresa, que está presente no mercado também com as energias renováveis, “hoje trabalhamos sobre três A’s: o primeiro é o da agilidade, o segundo, eu diria, que é o de ambicioso e o terceiro, de autênticos”, avançou, explicando de seguida: “em termos de agilidade, a Etu Energias trabalha de acordo com as melhores práticas mundiais do setor, visitar um nosso campo de operações é similar a visitar um campo de operações na Noruega, no Brasil, ou qualquer outra parte do mundoE este foco em fazer bem nos permite crescer rapidamente”.
O responsável continuo o racíocinio, “o A de ambição, saímos de uma produção de 4 mil barris de petróleo para 24 mil barris hoje, em 5 anos, saímos de resultados negativos para lucro acima de 200 milhões de dólares, saímos de 4 para 15 concessões, queremos ser uma empresa da população com postos de abastecimento e estamos a construir uma fábrica de lubrificantes, para fabricar 24 mil toneladas e queremos produzir 80 mil barris de petróleo por dia, e presente em toda a cadeia de valor”.
“O terceiro A é a autenticidade, nós dissemos e fizemos, e isso dá-nos acesso a parcerias robustas que facilitam o crescimento da empresa”, sublinhou.
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