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F1, Gabriel Bortoleto: “Os carros continuam a ser divertidos de conduzir”

F1, Gabriel Bortoleto: “Os carros continuam a ser divertidos de conduzir”

A realidade é indisfarçável. Muitos não gostam dos novos regulamentos e das corridas que proporcionam. Não gostam da gestão de energia, da falta de potência no final de uma reta mais longa, das lutas que, por vezes, acontecem apenas por diferenças na gestão das baterias. No entanto, piloto da Audi, Gabriel Bortoleto, defendeu algo simples… Virar a página, em relação às críticas aos regulamentos de 2026, afirmando que a Fórmula 1 não perdeu a sua magia.
Atravessamos uma fase da temporada em que as fragilidades do conceito adotado pela F1 se fazem sentir de forma mais vincada. Apesar dos ajustes que permitiram disfarçar a falta de “alma” das unidades motrizes em secções mais rápidas, Silverstone e agora Spa são algumas das pistas mais desafiantes neste contexto. Oscar Piastri chegou a considerar que seria “triste” ver parte do desafio do circuito diluído devido a baterias vazias.
Bortoleto apresentou, no entanto, uma perspetiva diferente, sublinhando que Silverstone não perdeu a sua “magia”, apesar das velocidades inferiores em algumas das curvas rápidas.
“Não penso que tenhamos perdido a magia do desporto”, afirmou Bortoleto. “Continuamos a passar muito rápido pela Copse. São 280 km/h, por isso ainda tenho de levantar o pé para fazer essa curva. Não é assim tão fácil fazê-la a fundo, não é como se estivéssemos a dizer ‘ah, não estamos a usar toda a aderência que temos’. Obviamente, no ano passado o conceito era diferente, mas penso que devíamos virar a página. São estes os regulamentos com que vivemos atualmente.”
O piloto brasileiro acrescentou que as vozes mais críticas dentro da Fórmula 1 deveriam encontrar outro tema de discussão, aceitando que os novos regulamentos vão manter-se até ao final de 2030, período após o qual a categoria está a considerar o regresso a motores V8 . Bortoleto afirma continuar a sentir prazer a conduzir os atuais monolugares, cujo chassis tem sido, em geral, apreciado pelos pilotos devido à maior agilidade proporcionada.
“Se ainda há pessoas a queixar-se disso, basta virar a página. São estes os regulamentos que temos até 2030, se entendi bem”, continuou. “E depois, em 2031, quando passarmos para os novos regulamentos, voltamos a falar sobre isso. Mas não podemos passar três anos a falar sempre do mesmo problema, porque é isso que temos. Os carros continuam a ser divertidos de conduzir.”
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