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Ministro da Economia anuncia criação de ‘fundo dos fundos’ para o outono

Ministro da Economia anuncia criação de ‘fundo dos fundos’ para o outono

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, anunciou esta quarta-feira em audição parlamentar a intenção de lançar, no outono, um ‘fundo dos fundos’ com o objetivo de se criar “melhores condições” de ajuda a investimentos de empresas que possuem menor capacidade de investimento.
Esta é uma das medidas que faz parte dos pilares que visam aumentar os salários em Portugal, aproximando-os da média europeia, explicou o governante na Comissão de Economia e Coesão Territorial.
Os pilares, elencados por Castro Almeida, para o aumento dos salários, assenta em investimento privado e público, a inovação, a produtividade, e a internacionalização, com enfoque na exportação.
O governante anunciou várias medidas que visam a concretização desses pilares. Uma delas passa pela integração da inteligência artificial (IA) nas Pequenas e Médias Empresas (PME). “Queremos ajudar as empresas a desenvolver programas de IA para introduzir a tecnologia nos seu processos produtivos”, referiu Castro Almeida.
O executivo pretende também construir grandes e médios parques empresariais por todo o país. “Estamos a pensar em seis parques com áreas entre três e oito quilómetros quadrados”, detalhou o ministro.
A isto junta-se o ‘fundo dos fundos’, referiu o governante, e também a programação do Portugal 2030, reforçando-se a componente da tecnologia e da descarbonização.
Outra medida passa pela reforma do licenciamento empresarial e também por energia competitiva e limpa. Castro Almeida considerou que é preciso fazer uma “aposta fortíssima” na descarbonização das empresas.
Este conjunto de pilares e de medidas visa dar resposta a um dado “preocupante” disse o governante. Alterações realizadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) devem colocar o Produto Interno Bruto (PIB) per capita português nos 80%, face à média europeia, referiu o ministro da Economia.
“Isto é preocupante porque significa que nos últimos 30 anos Portugal não avançou neste indicador do PIB per capital, no poder de compra face à União Europeia”, lamentou Castro Almeida.
Relativamente ao crescimento do PIB o governante referiu que Portugal no primeiro trimestre de 2026, cresceu em termos homólogos 2,3%, superando os 0,3% da zona euro.
“Em 2025 estivemos no topo dos países que mais aumentaram os salários. Em 2024 e 2025 aumentamos muito acima da média, mas estamos muito longe da média europeia. temos de nos aproximar da média europeia”, disse o governante.
Castro Almeida abordou ainda vários departamentos que estão sob a tutela do Ministério que lidera. Um deles foi a ASAE. O governante destacou o reforço claro que tem existido na atividade da ASAE. “Teve um crescimento dos operadores fiscalizados de 15%, os processos crime aumentaram 22%, e os processos de contra-ordenação subiram 7%”, disse.
Relativamente ao Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), e Turismo de Portugal, Castro Almeida disse que até ao dia de hoje [15 de julho] “não possuem um processo atrasado” nas suas candidaturas. “Valorizo muito este dado. Precisamos que a administração pública perante as empresas tenha uma postura de respeito e de consideração”, afirmou.
Castro Almeida disse ainda que já foi aprovado o nono pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e que no outono será apresentado o 10º pedido de pagamento. “Estamos a trabalhar para não perdermos um euro das subvenções de Portugal [no PRR]”, disse o governante.

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