Ministro da Economia projeta um aprofundamento das relações Portugal-Angola
O ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, elogia o esforço de diversificação da economia angolana, vendo no mesmo uma oportunidade de maior integração e aprofundamento das relações daquele país com Portugal. Os laços históricos e culturais servem de base, mas o futuro assenta em mais colaboração numa relação benéfica para ambas as economias.
O ministro aproveitou a sua intervenção na conferência ‘Doing Business Angola 2026’, realizada esta quarta-feira em Lisboa com organização do JE e Forbes, para enaltecer o esforço de diversificação que Luanda tem vindo a levar a cabo, procurando reduzir a dependência do sector petrolífero e dos recursos naturais.
“Portugal e Angola mantêm uma relação singular, alicerçada numa história comum, numa língua que nos une e numa proximidade humana que ultrapassa fronteiras. Mas uma parceria verdadeiramente estratégica não pode viver apenas da memória”, começou por referir, argumentando que existe ainda um “vasto potencial para aprofundar esta cooperação, acompanhando o esforço de diversificação da economia angolana”.
Esta afinidade entre as duas economias ganha ainda mais importância dado o contexto internacional adverso e incerto, continua, pelo que “a confiança e ambição” partilhada deve ser aproveitada para benefícios mútuos.
Com Angola a procurar diversificar a economia e reduzir a dependência do petróleo e outros recursos naturais, as possibilidades para cooperação são extensas. À cabeça, a dependência agrícola angolana, uma das prioridades a combater pelo governo de Luanda, cria uma oportunidade clara de aprofundamento das relações, mas há muitas outras.
Castro Almeida apontou especificamente aos projetos de infraestrutura angolanos, como o Corredor do Lobito, mas também à formação, “uma área decisiva para reforçar a cooperação entre os dois países”.
“Seria muito útil que pudéssemos dinamizar ainda mais a participação do IEFP, fazendo formação nos países de língua portuguesa com um acordo estabelecido ao nível dos governos para que parte dos formandos possam permanecer em Angola, em benefício da economia e da sociedade angolana, e outra parte possa vir para Portugal reforçar o nosso emprego e as nossas necessidades de mão-de-obra qualificadas”, ilustrou.
Para isto, as empresas terão um papel chave.
“Queremos que mais empresas portuguesas encontrem em Angola oportunidades para investir, inovar e crescer, e queremos igualmente que mais empresas angolanas vejam em Portugal uma plataforma segura para estabelecer parcerias, desenvolver projetos e aceder ao mercado europeu”, resumiu.
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