Wall Street abre sem rumo em dia de Netflix. TSMC e fabricantes de chips pressionam
A bolsa de Nova Iorque abriu a sessão desta quinta-feira em terreno misto, numa altura em que os investidores analisam novos dados económicos em busca de pistas sobre a saúde da economia.
O índice de referência S&P 500 recua 0,18%, para 7.558,8 pontos, enquanto o industrial Dow Jones sobe 0,51%, para 52.924,86 pontos. Já o tecnológico Nasdaq perde 0,43% para 26.155,405 pontos, numa sessão marcada pela divulgação de indicadores económicos, pela época de resultados empresariais e pela subida dos preços do petróleo.
O mercado aguarda hoje os resultados da Netflix do segundo trimestre e as ações caem 0,35%. Já ações da United Airlines caiem 3,01%, uma vez que um novo aumento dos preços do petróleo pesou nas suas perspetivas de lucros para o terceiro trimestre e para o ano inteiro.
Na abertura da sessão desta quinta-feira, as ações da TSMC recuam 2,06%. O maior fabricante mundial de chips por contrato anunciou esta quinta-feira um novo investimento de 100 mil milhões de dólares nos Estados Unidos, após registar lucros trimestrais recorde impulsionados pela inteligência artificial.
A cair estão também as ações das fabricantes de chips de memória: Western Digital perde 4,58%, Seagate Technology recua 4,92% e a Micron Technology desacelera 2,68%.
Em sentido oposto, as ações da gigante dos cuidados de saúde UnitedHealth disparam quase 9%, depois de ter subido a previsão de lucros para 2026.
Os mercados estão a prever que a Reserva Federal (Fed) norte-americana mantenha as taxas inalteradas na reunião de política monetária deste mês. O início forte da época de resultados do segundo trimestre contribuiu para sustentar o otimismo, embora os riscos geopolíticos continuem.
Poucos minutos após o arranque da negociação, o Dow Jones valorizava, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq recuavam, pressionados sobretudo pela subida das rendibilidades das obrigações do Tesouro norte-americano, depois da divulgação de dados que apontam para uma economia ainda resiliente.
No plano macroeconómico, as vendas a retalho nos Estados Unidos cresceram 0,2% em junho face ao mês anterior, abrandando em relação ao aumento de 1,0% registado em maio, mas em linha com as expectativas do mercado. Já os novos pedidos de subsídio de desemprego caíram para 208 mil na semana passada, abaixo das previsões dos analistas, sugerindo que o mercado de trabalho continua sólido.
Os dados reforçaram a expectativa de que a Reserva Federal (Fed) poderá manter uma postura cautelosa quanto à política monetária, uma vez que a robustez da economia poderá dificultar um alívio mais rápido das taxas de juro. Em reação, as yields das obrigações do Tesouro dos EUA subiam.
Entre as cotadas, os investidores continuavam a acompanhar a época de apresentação de resultados do segundo trimestre, que tem estado no centro da atenção dos mercados esta semana.
No mercado petrolífero, os preços do crude voltavam a subir, sustentados pelas preocupações em torno da oferta devido às tensões no estreito de Ormuz. O Brent negociava acima dos 80 dólares por barril e o West Texas Intermediate (WTI) também registava ganhos.
No plano geopolítico, os mercados continuam atentos às tensões entre os Estados Unidos e o Irão, que mantêm elevados os receios de perturbações no abastecimento mundial de petróleo, enquanto os investidores acompanham também a evolução da política comercial norte-americana, após a administração de Donald Trump anunciar novas tarifas sobre importações brasileiras.
No centro das atenções continuam as tensões entre os EUA e o Irão. Depois da mais recente vaga de ataques aéreos norte-americanos, o Irão classificou esta quinta-feira o Estreito de Ormuz como uma “linha vermelha” e avisou que responderá com ataques a infraestruturas em toda a região do Golfo caso os Estados Unidos avancem com novos ataques contra instalações estratégicas iranianas.
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