A carregar agora

Custos médicos devem subir 6,2% em 2026 e levam empresas a aumentar valores a cargo dos funcionários

Custos médicos devem subir 6,2% em 2026 e levam empresas a aumentar valores a cargo dos funcionários

O aumento dos custos com os seguros de saúde está a obrigar as empresas a rever os valores que ficam a cargo dos colaboradores através de franquias e copagamentos, revela a primeira edição do Medical Trend Report divulgado hoje pelo Grupo MDS.
De acordo com o estudo da corretora de seguros, as renovações dos seguros corporativos registam em 2026 um aumento médio global de 8,9% no prémio. Embora este valor represente uma desaceleração face aos 14,5% registados no ano anterior, reflete a “pressão crescente dos custos médicos sobre empresas e seguradoras”.
“A tendência é clara: torna-se necessário intervir no desenho dos planos, ajustando coberturas, franquias e copagamentos, de forma a assegurar a sua sustentabilidade”, aponta o relatório, que cruza dados de mercado e de 60 clientes corporativos (representando mais de 100 mil colaboradores).
Em termos comparativos com 2025, a percentagem de empresas que manteve inalterado o nível de coberturas sofreu uma redução de 13 pontos percentuais.
A consultora estima que os custos médicos globais venham a aumentar 6,2% em 2026, com mais de 60% das seguradoras inquiridas a anteciparem que esta tendência de subida se prolongará no futuro. Segundo o documento, a escalada de encargos justifica-se, por um lado, por fatores globais como a inflação médica, o custo de novas tecnologias e a complexidade das patologias.
Por outro lado, pesam as especificidades dos próprios planos, tais como o envelhecimento dos recursos humanos, o histórico de sinistros e os modelos de redes contratadas.
O relatório associa ainda a subida de custos ao contexto do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que, de acordo com os dados partilhados, regista mais de um milhão de pessoas em lista de espera para consultas hospitalares, 260 mil a aguardar cirurgia e 1,5 milhões de utentes sem médico de família.
Este cenário tem provocado uma “procura recorde pelo setor privado” que, em 2025, atingiu mais de 10,8 milhões de consultas realizadas.
Citado no comunicado, Rui Meireles, diretor de Employee Benefits da MDS Portugal, sublinha que as empresas enfrentam o desafio de gerir prémios mais elevados numa altura em que os trabalhadores são cada vez mais exigentes em relação à proteção da saúde familiar.
Para o responsável, a sustentabilidade futura dos planos assentará na articulação entre “a prevenção, a utilização de novas tecnologias na saúde e uma maior flexibilidade na escolha das coberturas”.
A MDS, multinacional especializada em corretagem de seguros, consultoria de risco e gestão de benefícios, integra o Ardonagh Group e opera como líder de mercado em Portugal e Angola.

Share this content:

Publicar comentário