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Vendas de casas com valor recorde de 41,2 mil milhões em 2025

Vendas de casas com valor recorde de 41,2 mil milhões em 2025

O mercado imobiliário em Portugal registou um volume recorde de 41,2 mil milhões de euros em vendas de habitações em 2025, o que representa um crescimento homólogo de 21,7%. Segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), este montante correspondeu a um total de 169.812 transações, traduzindo uma subida de 8,6% — correspondente a mais cerca de 13.500 unidades — face a 2024.
Do total de transações efetuadas, 136.245 envolveram alojamentos existentes e 33.567 referiram-se a alojamentos novos, o que reflete subidas homólogas de 9,5% e 5,3%, respetivamente. Em termos de valor, as transações de habitações usadas totalizaram 30,5 mil milhões de euros, superando largamente os 10,7 mil milhões de euros gerados pelas habitações novas.
No âmbito da concessão de crédito à habitação, o número de avaliações bancárias realizadas por peritos ultrapassou as 146 mil — um acréscimo de aproximadamente seis mil avaliações face ao ano anterior —, fixando o valor mais elevado registado desde 2009. Contudo, o aumento de 4,3% nas avaliações bancárias realizadas ficou aquém do crescimento de 8,6% verificado no número de transações. Consequentemente, o peso relativo do número de avaliações face ao total de transações de habitação diminuiu de 89,7%, em 2024, para 86,2%, em 2025.
O preço mediano dos alojamentos familiares no país fixou-se em 2.076 euros por metro quadrado em 2025, o que representa uma subida de 16,8% em comparação com o ano anterior. Os valores médios mantiveram-se acima do nível nacional nas sub-regiões da Grande Lisboa (3.439 euros/m²), do Algarve (3.139 euros/m²), da Península de Setúbal (2.596 euros/m²), da Região Autónoma da Madeira (2.500 euros/m²) e da Área Metropolitana do Porto (2.305 euros/m²).
No mercado de arrendamento, a renda mediana dos 149.628 novos contratos de alojamentos familiares celebrados em Portugal atingiu os 9,29 euros/m², progredindo 9,7% em termos homólogos. De acordo com o INE, verificou-se também um incremento de 5,4% no número de novos contratos assinados face ao ano anterior. Os valores das rendas situaram-se acima da mediana nacional na Grande Lisboa (14,19 euros/m²), na Região Autónoma da Madeira (11,33 euros/m²), na Península de Setúbal (11,05 euros/m²), no Algarve (10,53 euros/m²) e na Área Metropolitana do Porto (10,17 euros/m²).
A Grande Lisboa concentrou mais de um quarto dos novos arrendamentos do país, com 41.593 contratos celebrados. Em conjunto, a Grande Lisboa e a Área Metropolitana do Porto representaram 44,8% do total nacional de novos contratos, seguidas pela Península de Setúbal, com 7,3%, e pelo Algarve, com 5,6%. No extremo oposto, a sub-região do Alto Tâmega e Barroso registou o menor número de novos contratos de arrendamento, com apenas 813.
Entre os 308 municípios portugueses, 36 apresentaram rendas medianas superiores ao valor nacional. Lisboa registou o valor mais elevado do país, com 16,88 euros/m², destacando-se ainda com valores acima da fasquia dos 15,00 euros/m² os concelhos de Cascais (16,20 euros/m²) e de Oeiras (15,03 euros/m²).
No setor da construção, foram licenciados 26.227 edifícios em 2025, o que equivale a um ligeiro aumento de 1,4% face ao ano anterior, que tinha registado um crescimento de 7,8%. Os edifícios destinados a construção nova mantiveram a sua predominância ao representar 76,1% do total (face a 75% em 2024), enquanto as obras de demolição responderam por 4,9% do licenciamento municipal (5,6% em 2024).
No segmento da construção nova, os edifícios licenciados para habitação familiar totalizaram 16.279 unidades, registando um crescimento homólogo de 3,8%. No cômputo geral do licenciamento nacional, as construções novas para habitação familiar representaram 62,1% do total, correspondendo a um incremento de 1,4 pontos percentuais em relação aos 60,7% observados no ano anterior.
Em termos de obras concluídas, o número total de edifícios diminuiu 3% face a 2024, estimando-se que tenham sido finalizados 16.964 edifícios. As construções novas mantiveram-se como as mais representativas, abrangendo 82% do total de obras concluídas, um valor praticamente idêntico aos 82,1% registados em 2024. Do universo de edifícios concluídos, 78,3% foram destinados à habitação familiar, sendo que 65,6% corresponderam a construções novas para esse mesmo fim.
Paralelamente, foram licenciados 4.961 edifícios para reabilitação, o que representa um recuo de 0,9% face aos 5.006 edifícios registados no ano anterior. A importância relativa da reabilitação no conjunto das obras licenciadas tem vindo a decrescer nos últimos anos, passando de 22% em 2020 para 19,9% em 2025, ao passo que o peso da construção nova subiu de 78% para 80,1% no mesmo período.
Em termos absolutos de edifícios concluídos, as construções novas somaram 13.915 edifícios, registando uma descida anual de 3,1%, enquanto as obras de reabilitação totalizaram 3.049 edifícios, o que representa um recuo de 2,6%. Esta evolução na repartição das obras concluídas reforça a tendência de crescimento do peso da construção nova em detrimento da reabilitação entre 2020 e 2025. Em 2025, as novas construções representavam 82% dos edifícios concluídos (mais 4,0 pontos percentuais do que em 2020), ao passo que a reabilitação reduziu a sua quota de 22% para 18%.
Ao nível dos fogos habitacionais, foram licenciados 48.844 fogos em 2025, um acréscimo de 14,6% face aos 42.612 contabilizados no ano anterior, atingindo o valor mais elevado desde 2011. Deste volume de licenciamento, 42.066 fogos destinaram-se a construções novas de habitação familiar, traduzindo uma subida homóloga de 18,9% e estabelecendo igualmente um máximo desde 2011.
Por fim, estima-se que tenham sido concluídos 30.425 fogos em 2025, um aumento de 8,7% face ao ano anterior. No domínio específico das construções novas para habitação familiar, o total de fogos concluídos ascendeu a 27.301 unidades, o que corresponde a uma taxa de crescimento anual de 10,7%.

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