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BCE sobe os juros pela segunda vez consecutiva e volta a pressionar a prestação da casa

BCE sobe os juros pela segunda vez consecutiva e volta a pressionar a prestação da casa

O Banco Central Europeu voltou a subir as taxas de juro na reunião de julho, a segunda subida consecutiva depois do aumento de junho, o primeiro desde 2023. A decisão surge num contexto de inflação da zona euro ainda acima do objetivo de 2%, que a instituição continua a combater.
Para Portugal, onde cerca de metade dos empréstimos à habitação está a taxa variável, a decisão não é abstrata. Os contratos indexados à EURIBOR, sobretudo a seis meses, o prazo mais usado, deverão refletir a subida nas próximas revisões da prestação.
O efeito já se antecipava nos mercados. Nos dias que antecederam a reunião, a EURIBOR a seis e a doze meses subiu, sinal de que os investidores incorporavam a expectativa de novo aperto monetário. As prestações variáveis seguem, com o desfasamento próprio de cada prazo de indexação.
Para as famílias, a leitura prática é a de sempre em ciclos de subida. Segundo os dados da Análise de Mercado de Crédito Habitação do ComparaJá, ganha peso a procura por transferências de crédito, à medida que os mutuários procuram melhores condições para compensar o agravamento das taxas.
A trajetória futura dependerá das próximas leituras de inflação e das decisões seguintes do banco central. Até lá, a mensagem para quem tem crédito é conhecida: conhecer o próprio contrato e comparar alternativas é o que está ao alcance de cada família.

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