EURIBOR a seis e a doze meses sobe antes do BCE e antecipa prestações mais altas
A EURIBOR voltou a mexer na semana da reunião do Banco Central Europeu. Os prazos a seis e a doze meses, os mais relevantes para o crédito à habitação em Portugal, subiram nos dias que antecederam a decisão, com a EURIBOR a seis meses a aproximar-se dos 2,7% e a doze meses a rondar os 2,9%.
O movimento reflete a antecipação dos mercados. Quando se espera uma subida das taxas diretoras, os prazos mais longos da EURIBOR incorporam essa expectativa antes mesmo do anúncio, ao passo que o prazo mais curto, a três meses, se manteve mais contido.
Para as famílias, o que conta é o prazo a que o seu crédito está indexado. Segundo a Análise de Mercado de Crédito Habitação do ComparaJá, a esmagadora maioria dos contratos está indexada à EURIBOR a seis meses, pelo que é esse o prazo que determina a próxima revisão da prestação para a maior parte dos mutuários.
Na prática, os contratos que se revejam nas próximas semanas deverão registar prestações mais altas, num movimento moderado mas cumulativo, que se soma às subidas já observadas ao longo do ano.
A confirmação da tendência dependerá do rumo que o banco central der à política monetária nos próximos meses. Para já, a subida dos prazos mais longos é o retrato de um mercado que aposta na continuação do aperto.
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